Interpretação do texto "Usos da razão" – José Saramago
Gabarito: letra E. A alternativa E é a única que sintetiza a tese central do texto: a imaginação deve estar a serviço da razão, e essa razão, quando orientada eticamente, dignifica o ser humano. O próprio autor afirma: "a imaginação está sempre a serviço da razão" e "uma razão que não se orienta para dignificar a vida humana [...] é um mau uso".
Alternativa A — ❌ Incorreta
O texto não prega igualdade de importância, mas sim subordinação: > "mas é uma imaginação que está sempre a serviço da razão. Ou melhor: que aceita a prevalência da razão." A alternativa extrapola ao sugerir concorrência igualitária.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Não há menção a "culminância ao final do texto". O autor diz que a imaginação é o ponto de partida, mas "o caminho a partir daí pertence à razão". A alternativa acrescenta informação estranha ao texto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Contradiz o texto. Saramago defende o bom uso da razão, que deve ser conservadora da vida e dignificar o ser humano. Ele critica "uma razão que não é conservadora da vida" – logo, a razão pode ser humanista, e não necessariamente anti-humanista.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O texto não caracteriza a imaginação como "puro instinto" nem coloca como motivo ético vencer a imaginação. A ética está ligada ao uso da razão para dignificar a vida, não a um conflito com a imaginação. A alternativa confunde conceitos.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Confirma-se pelos trechos: > "a imaginação está sempre a serviço da razão" e "uma razão que [...] se orienta para dignificar a vida humana". A união dessas ideias forma a tese: imaginação orientada pela razão pode servir ao imperativo ético.
Conclusão: A única alternativa plenamente sustentada pelo texto é a letra E.