Considere as seguintes equações como expressões das curvas de demanda e oferta de etanol, no Brasil, no início do ano de 2018:QD = 140 − 15pQs= 50 + 10pOnde QD é a quantidade demandada, Qs é a quantidade ofertada e p o preço do etanol.A adoção pelo governo brasileiro de um imposto específico no valor de R$ 1,00 sobre os combustíveis automotivos, tudo o mais mantido constante, resulta em
Aassunção da carga tributária apenas pelos consumidores, devido à relativa inelasticidade-preço da demanda.
Buma elevação do consumo de combustível, por efeito da elasticidade-renda da demanda.
Cum peso morto equivalente à soma dos excedentes do consumidor e do produtor.
Duma perda tributária para o governo.
Eassunção da carga tributária apenas pelos produtores, devido à relativa inelasticidade-preço da oferta.
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GabaritoC — um peso morto equivalente à soma dos excedentes do consumidor e do produtor.
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Incidência Tributária e Peso Morto
Gabarito: letra C. O imposto específico de R$ 1,00 sobre o etanol reduz a quantidade de equilíbrio de 86 para 80 unidades, gerando uma perda de bem-estar (peso morto) igual à área do triângulo entre as curvas de oferta e demanda, que é de R$ 3,00. Esse peso morto representa a ineficiência alocativa causada pelo tributo, sendo a única alternativa que se alinha ao conceito de perda social, apesar da redação imprecisa. As demais alternativas contêm erros conceituais ou fáticos.
Primeiramente, calcula-se o equilíbrio inicial:
Igualando: . Quantidade: .
Com o imposto específico de R$ 1,00 sobre os produtores, a nova curva de oferta é:
O novo equilíbrio:
Preço recebido pelo produtor: .
Quantidade: .
Arrecadação = .
Peso morto (DWL) = .
A incidência do imposto: consumidores pagam ; produtores pagam . Portanto, os produtores arcam com a maior parte, pois a oferta é relativamente mais inelástica (elasticidade-preço da oferta = 0,4186) do que a demanda (elasticidade = 0,628).
Afirma que apenas os consumidores arcam com o tributo devido à inelasticidade da demanda. No entanto, a demanda é mais elástica que a oferta (0,628 > 0,4186), e o ônus é maior para os produtores (60% do imposto). O termo “apenas” torna a alternativa falsa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Sugere que o imposto eleva o consumo. Na verdade, o imposto reduz a quantidade consumida (de 86 para 80). A elasticidade-renda não é relevante aqui, pois o imposto não altera a renda diretamente.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Embora a redação seja imprecisa (o peso morto não é a soma dos excedentes, mas a perda de bem-estar social), esta é a única alternativa que se relaciona corretamente com o conceito de perda de eficiência gerada pelo imposto. O peso morto mede a redução no excedente total (consumidor + produtor) que não é compensada pela arrecadação do governo. As demais alternativas são inequivocamente falsas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O governo arrecada R$ 80 com o imposto, não há perda tributária. A perda tributária seria se a arrecadação fosse negativa, o que não ocorre.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que apenas os produtores arcam com o imposto devido à inelasticidade da oferta. Embora os produtores paguem mais (60%), os consumidores também pagam 40% do imposto. O termo “apenas” torna a assertiva falsa.
PEGA ESSA DICA!
Para calcular a repartição do ônus e o peso morto, lembre-se: (1) encontre o equilíbrio antes e depois do imposto; (2) a diferença de preço para o consumidor e para o produtor indica a divisão do ônus – o lado mais inelástico arca com mais; (3) o peso morto é a área do triângulo entre as curvas de oferta e demanda. Treine com diferentes elasticidades para fixar.