Pular para o conteúdo principal

Questão de Economia — Setor Público — FCC 2018

EconomiaSetor Público
Código
fc047535
Banca
FCC
Órgão
SABESP
Ano
2018
Cargo
Analista de Gestão - Economia
No tocante aos bens públicos,
  1. Apara qualquer nível específico de produção, o custo marginal de sua produção é crescente para um consumidor adicional, uma vez que são bens “não rivais”.
  2. Bseu nível eficiente de provisão, diferentemente dos bens privados, não se dá quando o custo marginal se iguala ao benefício marginal percebido por todos os usuários que usufruem do bem.
  3. Cos consumidores podem ser impedidos de seu consumo, porque são bens “não exclusivos”.
  4. Dobservada a característica de não exclusividade, falhas alocativas podem ocorrer em função dos chamados “consumidores caronas”, isto é, aqueles que não pagam pelo bem, na expectativa de que outros o façam.
  5. Eestes não podem, sob hipótese alguma, ser ofertados privadamente.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — observada a característica de não exclusividade, falhas alocativas podem ocorrer em função dos chamados “consumidores caronas”, isto é, aqueles que não pagam pelo bem, na expectativa de que outros o façam.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Bens públicos (economia)

Gabarito: letra D. A questão cobra as características dos bens públicos: não rivalidade e não exclusão. A alternativa D descreve corretamente o problema do free rider (consumidor carona) decorrente da não exclusividade, que é uma falha de mercado que justifica a provisão pública. As demais alternativas erram por confundir conceitos ou fazer afirmações absolutas incorretas.

Característica

Bem público (economia)

Bem privado

Rivalidade

Não rival (consumo de um não reduz o de outro)

Rival (consumo de um reduz o de outro)

Exclusão

Não exclusivo (não se pode impedir consumo)

Exclusivo (pode-se impedir consumo)

Custo marginal (consumidor adicional)

Zero

Positivo

Condição de eficiência

Soma dos benefícios marginais = Custo marginal

Benefício marginal individual = Custo marginal

Falha de mercado

Free rider (carona) → subprovisão

Não há falha intrínseca

Provisão privada

Possível (clubes, contratos), mas ineficiente

Eficiente via mercado

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o custo marginal de produção de um bem público é crescente para um consumidor adicional, por ser não rival. Erro: Em bens não rivais, o custo marginal de prover o bem para um consumidor adicional é zero, não crescente. O custo marginal de produção (do bem em si) é independente do número de consumidores.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que o nível eficiente de provisão de bens públicos, ao contrário dos privados, não se dá quando o custo marginal se iguala ao benefício marginal percebido por todos os usuários. Erro: A condição de eficiência para bens públicos é que a soma dos benefícios marginais de todos os consumidores se iguale ao custo marginal. A afirmação nega isso, incorretamente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que os consumidores podem ser impedidos de consumir porque são bens não exclusivos. Erro: Não exclusivo significa justamente que não se pode impedir o consumo. A alternativa inverte o conceito.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve com precisão a falha alocativa gerada pela não exclusividade: o surgimento de free riders (caronas), que se beneficiam do bem sem pagar, esperando que outros paguem. Isso leva a subprovisão pelo mercado, caracterizando uma falha de mercado.

SE LIGUE NESSA!

O contexto fornecido reforça: "a existência de caronas (free rider) como beneficiários de um bem público exige que o governo seja o responsável pela sua provisão e financiamento".

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que bens públicos não podem, sob hipótese alguma, ser ofertados privadamente. Erro: Embora a provisão privada seja ineficiente na maioria dos casos, há situações em que é possível, como por meio de clubes, contratos ou inovação tecnológica que permita exclusão. O termo "sob hipótese alguma" é absoluto e falso.

Gabarito: letra D.

Link permanente: /questoes/fc047535