Apara qualquer nível específico de produção, o custo marginal de sua produção é crescente para um consumidor adicional, uma vez que são bens “não rivais”.
Bseu nível eficiente de provisão, diferentemente dos bens privados, não se dá quando o custo marginal se iguala ao benefício marginal percebido por todos os usuários que usufruem do bem.
Cos consumidores podem ser impedidos de seu consumo, porque são bens “não exclusivos”.
Dobservada a característica de não exclusividade, falhas alocativas podem ocorrer em função dos chamados “consumidores caronas”, isto é, aqueles que não pagam pelo bem, na expectativa de que outros o façam.
Eestes não podem, sob hipótese alguma, ser ofertados privadamente.
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GabaritoD — observada a característica de não exclusividade, falhas alocativas podem ocorrer em função dos chamados “consumidores caronas”, isto é, aqueles que não pagam pelo bem, na expectativa de que outros o façam.
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Bens públicos (economia)
Gabarito: letra D. A questão cobra as características dos bens públicos: não rivalidade e não exclusão. A alternativa D descreve corretamente o problema do free rider (consumidor carona) decorrente da não exclusividade, que é uma falha de mercado que justifica a provisão pública. As demais alternativas erram por confundir conceitos ou fazer afirmações absolutas incorretas.
Característica
Bem público (economia)
Bem privado
Rivalidade
Não rival (consumo de um não reduz o de outro)
Rival (consumo de um reduz o de outro)
Exclusão
Não exclusivo (não se pode impedir consumo)
Exclusivo (pode-se impedir consumo)
Custo marginal (consumidor adicional)
Zero
Positivo
Condição de eficiência
Soma dos benefícios marginais = Custo marginal
Benefício marginal individual = Custo marginal
Falha de mercado
Free rider (carona) → subprovisão
Não há falha intrínseca
Provisão privada
Possível (clubes, contratos), mas ineficiente
Eficiente via mercado
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o custo marginal de produção de um bem público é crescente para um consumidor adicional, por ser não rival. Erro: Em bens não rivais, o custo marginal de prover o bem para um consumidor adicional é zero, não crescente. O custo marginal de produção (do bem em si) é independente do número de consumidores.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que o nível eficiente de provisão de bens públicos, ao contrário dos privados, não se dá quando o custo marginal se iguala ao benefício marginal percebido por todos os usuários. Erro: A condição de eficiência para bens públicos é que a soma dos benefícios marginais de todos os consumidores se iguale ao custo marginal. A afirmação nega isso, incorretamente.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que os consumidores podem ser impedidos de consumir porque são bens não exclusivos. Erro: Não exclusivo significa justamente que não se pode impedir o consumo. A alternativa inverte o conceito.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve com precisão a falha alocativa gerada pela não exclusividade: o surgimento de free riders (caronas), que se beneficiam do bem sem pagar, esperando que outros paguem. Isso leva a subprovisão pelo mercado, caracterizando uma falha de mercado.
SE LIGUE NESSA!
O contexto fornecido reforça: "a existência de caronas (free rider) como beneficiários de um bem público exige que o governo seja o responsável pela sua provisão e financiamento".
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que bens públicos não podem, sob hipótese alguma, ser ofertados privadamente. Erro: Embora a provisão privada seja ineficiente na maioria dos casos, há situações em que é possível, como por meio de clubes, contratos ou inovação tecnológica que permita exclusão. O termo "sob hipótese alguma" é absoluto e falso.