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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2018

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc048812
Banca
FCC
Órgão
SEDU-ES
Ano
2018
Cargo
Professor MaPB Ensino Fundamental e Médio - Matemática
Caracterizam o estilo dos provérbios a economia de recursos e a linguagem figurada. Valendo-se de conceitos, esclarece-se adequadamente o sentido de um provérbio em:
  1. AQuem vê cara não vê coração = uma visão superficial indicia uma visão essencial.
  2. BNem tudo o que reluz é ouro = nem toda riqueza aparece como tal.
  3. CDepois da tempestade vem a bonança = a graça maior deve-se a um mérito real.
  4. DFarinha pouca, meu pirão primeiro = é na carência que mais se postula.
  5. EUm dia é da caça, outro, do caçador = a cada direito corresponde um dever.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Farinha pouca, meu pirão primeiro = é na carência que mais se postula.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Correspondência entre provérbio e significado conceitual

Gabarito: letra D. A única alternativa que apresenta uma esclarecimento conceitual adequado do provérbio é a D, pois "Farinha pouca, meu pirão primeiro" expressa exatamente que na escassez as pessoas priorizam a si mesmas — ideia captada por "é na carência que mais se postula". As demais alternativas ou invertem o sentido, ou acrescentam elementos estranhos ao provérbio original.

Provérbio

Sentido original

Interpretação da alternativa

Correto?

Quem vê cara não vê coração

Aparência engana (oposição)

Visão superficial leva à visão essencial (implicação)

Nem tudo o que reluz é ouro

Brilho não garante valor (falsa aparência)

Riqueza pode estar oculta (valor não aparente)

Depois da tempestade vem a bonança

Dificuldade seguida de alívio (alternância)

Graça maior decorre de mérito (causa moral)

Farinha pouca, meu pirão primeiro

Na escassez, prioriza-se a si mesmo

Na carência, mais se reivindica

Um dia é da caça, outro, do caçador

Posições de vantagem se alternam

A cada direito corresponde um dever (reciprocidade jurídica)

Alternativa A — ❌ Incorreta

O provérbio "Quem vê cara não vê coração" ensina que aparências enganam; a interpretação "uma visão superficial indicia uma visão essencial" inverte a lógica: uma visão superficial não leva a uma visão essencial. A banca troca a relação de oposição por uma de implicação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Nem tudo o que reluz é ouro" alerta que a aparência brilhante não garante valor real. A interpretação "nem toda riqueza aparece como tal" desloca o foco: fala de riqueza oculta, não de falsas aparências. O provérbio não discute se a riqueza é visível ou não; discute a confiabilidade do brilho como indicador de valor.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Depois da tempestade vem a bonança" fala de alternância entre dificuldade e alívio. A interpretação "a graça maior deve-se a um mérito real" introduz uma noção moral (mérito) completamente ausente do provérbio, que é pragmático, não valorativo.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Farinha pouca, meu pirão primeiro" refere-se a uma situação de escassez em que cada um cuida de si. A paráfrase "é na carência que mais se postula" mantém o mesmo sentido: postular (reivindicar) é o que se faz quando os recursos são insuficientes. Não há acréscimos ou distorções.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Um dia é da caça, outro, do caçador" significa que as posições de poder ou vantagem se alternam. A interpretação "a cada direito corresponde um dever" troca o eixo: fala de direitos e deveres recíprocos, que é uma noção jurídica/moral diversa da ideia de alternância de sorte ou domínio.

Gabarito: letra D

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