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Questão de Contabilidade Geral — Balanço Patrimonial — FCC 2018

Contabilidade GeralBalanço Patrimonial
Código
fc048860
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ-GO
Ano
2018
Cargo
Auditor-Fiscal da Receita Estadual
Uma empresa adquiriu um imóvel de 20 andares e está utilizando apenas 3 andares para suas atividades administrativas. Por decisão da diretoria, os demais andares foram alugados para terceiros, por prazo determinado e sem possibilidade de venda, com o objetivo de gerar receita de aluguel, sendo que a empresa presta os serviços de manutenção, acesso e segurança para o edifício. Caso a empresa deseje, os andares podem ser comercializados separadamente e é possível identificar valor de mercado para cada andar. Com relação à contabilização do imóvel, é correto afirmar que:
  1. ADeve ser registrado inteiramente como Ativo Imobilizado.
  2. BDeve ser registrado inteiramente como Propriedade para investimentos (no grupo Investimentos).
  3. CTodos os andares devem ser mensurados pelo valor justo na data de cada balanço patrimonial.
  4. DO valor correspondente a três andares deve ser registrado como Ativo Imobilizado e os demais andares como Propriedade para investimentos (no grupo Investimentos).
  5. EOs andares alugados devem ser tratados como arrendamento mercantil financeiro pela empresa.
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GabaritoD — O valor correspondente a três andares deve ser registrado como Ativo Imobilizado e os demais andares como Propriedade para investimentos (no grupo Investimentos).

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Imóvel com uso misto: imobilizado e propriedade para investimento

Gabarito: letra D. O imóvel de 20 andares tem parte usada na administração (3 andares) e parte alugada a terceiros (17 andares). Como os andares podem ser vendidos separadamente e têm valor de mercado individual, a contabilização deve ser segregada: a parte ocupada pela empresa é Ativo Imobilizado (CPC 27) e a parte locada é Propriedade para Investimento (CPC 28 / IAS 40), classificada no grupo Investimentos. Essa é a orientação do CPC 28 (R2), item 10, que exige segregação quando as partes são vendíveis separadamente.

A banca testa o entendimento de que um mesmo bem pode ter destinação mista e, quando possível, deve ser dividido contabilmente.

1Parte ocupada (3 andares)
Ativo Imobilizado (CPC 27)
Custo ou reavaliação
2Parte alugada (17 andares)
Propriedade para Investimento (CPC 28)
Grupo Investimentos
Custo ou valor justo
3Condição para segregação
Venda separada possível
Valor de mercado individual
Imóvel com uso misto
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Imóvel com uso misto: Parte ocupada (3 andares) (Ativo Imobilizado (CPC 27), Custo ou reavaliação); Parte alugada (17 andares) (Propriedade para Investimento (CPC 28), Grupo Investimentos, Custo ou valor justo); Condição para segregação (Venda separada possível, Valor de mercado individual)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Registrar inteiramente como Imobilizado ignora que 17 andares geram receita de aluguel e não são usados nas atividades administrativas. A parte locada deve ser classificada como Propriedade para Investimento.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Registrar tudo como Propriedade para Investimento desconsidera os 3 andares ocupados pela administração. A parte ocupada pelo proprietário é uso próprio, portanto é imobilizado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirmar que todos os andares devem ser mensurados pelo valor justo é incorreto. A Propriedade para Investimento pode ser mensurada pelo custo ou pelo valor justo (CPC 28, itens 30-35), mas o imobilizado (3 andares) segue o custo ou reavaliação, não necessariamente o valor justo. Além disso, a questão não indica que a empresa optou pelo valor justo.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Segregação correta: 3 andares (uso administrativo) → Ativo Imobilizado; 17 andares (alugados a terceiros, sem possibilidade de venda no momento, mas com potencial de venda futura) → Propriedade para Investimento no grupo Investimentos. É exatamente o que determina o CPC 28 (R2), item 10, quando o imóvel tem uso misto e as partes podem ser vendidas separadamente.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Os andares alugados não configuram arrendamento mercantil financeiro pela empresa, pois a empresa é a locadora do imóvel, não a arrendatária. O arrendamento financeiro seria aplicável se a empresa tivesse contratado um arrendamento para usar o imóvel. Aqui, ela é proprietária e aluga a terceiros – trata-se de arrendamento operacional (a propriedade permanece com a empresa).

NÃO CAIA NESSA!

O candidato pode tender a classificar todo o imóvel como imobilizado (alternativa A) por ser um ativo de longa duração, ou como propriedade para investimento (alternativa B) por gerar aluguel. A banca exige a segregação – o que é usado pela empresa (administrativo) é imobilizado; o que gera receita de aluguel é propriedade para investimento. Lembre-se: a possibilidade de venda separada e a existência de valor de mercado individual são os gatilhos para essa divisão.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, ao se deparar com imóvel de uso misto, verifique se as partes podem ser vendidas separadamente. Se sim, segrege a contabilização. Use a tabela abaixo para fixar:

Característica

3 andares (administrativo)

17 andares (alugados)

Uso

Próprio (administração)

Geração de receita (aluguel)

Classificação

Ativo Imobilizado

Propriedade para Investimento

Grupo no BP

Imobilizado

Investimentos

Mensuração

Custo (ou reavaliação)

Custo ou Valor Justo (depende da política)

Gabarito: letra D.

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