Questão de Administração Geral — A nova lógica das organizações e Capital Intelectual — FCC 2018
- Código
- fc049204
- Banca
- FCC
- Órgão
- SEGEP-MA
- Ano
- 2018
- Cargo
- Analista Executivo - Administrador
- AI, IV e V.
- BII, III e V.
- CI, III e IV.
- DII e III.
- EIV e V.
GabaritoA — I, IV e V.
Gabarito: letra A. A transição do paradigma industrial (taylorista-fordista) para o pós-industrial (ou do conhecimento) envolve a passagem de uma organização voltada a recursos para a demanda (I), da verticalização para a horizontalização (IV) e da redução da responsabilidade do trabalhador para a corresponsabilidade (V). As afirmativas II e III trocam a direção da transição, apresentando como evolução o que na verdade é característica do paradigma anterior.
Os itens II e III invertem deliberadamente o sentido da mudança. No paradigma industrial há alta especialização de tarefas e predomínio da economia de escala; no pós-industrial as tarefas são mais amplas e a economia de escopo ganha relevo. O candidato desatento pode marcar como corretas as direções opostas.
Item | Transição (Industrial → Pós-Industrial) | Correto? | Justificativa |
|---|---|---|---|
I | Da organização voltada aos recursos → organização voltada à demanda | ✅ | A gestão do conhecimento e o capital intelectual orientam a organização para o mercado/cliente. |
II | De regime que elimina tarefas delimitadas → regime com alta especialização de tarefas | ❌ | Direção invertida: o industrial tem alta especialização; o pós-industrial amplia e flexibiliza tarefas. |
III | De economia de escopo → economia de escala | ❌ | Direção invertida: o industrial prioriza escala; o pós-industrial prioriza escopo (variedade/flexibilidade). |
IV | Da organização vertical → organização horizontal do trabalho | ✅ | Hierarquias rígidas dão lugar a equipes, redes e processos transversais. |
V | Da redução da responsabilidade → corresponsabilidade do trabalhador | ✅ | O trabalhador deixa de ser mero executor e passa a compartilhar responsabilidades e decisões. |
A transição de uma organização voltada aos recursos (máquinas, capital) para uma voltada à demanda (cliente, mercado) é uma marca do paradigma pós-industrial. A gestão do conhecimento e a ênfase no capital intelectual reforçam essa orientação para o mercado.
Afirma que se vai de um regime que elimina tarefas delimitadas (o que seria pós-industrial) para um regime com alto grau de especialização (industrial). A transição correta é o oposto: do trabalho altamente especializado e fragmentado (industrial) para tarefas mais amplas e multidisciplinares (pós-industrial). Portanto, a direção está invertida.
Afirma que se vai de um modelo baseado em economia de escopo (pós-industrial: variedade, flexibilidade) para um modelo estritamente baseado em economia de escala (industrial: produção em massa padronizada). A transição real é inversa: o paradigma industrial priorizava escala; o pós-industrial, escopo.
A passagem da organização vertical do trabalho (hierarquias rígidas, comando e controle) para a organização horizontal (equipes, redes, processos transversais) é um dos pilares da nova lógica organizacional.
No paradigma industrial, o trabalhador era tratado como executor de tarefas simples, com responsabilidade restrita; no pós-industrial, busca-se a corresponsabilidade, o comprometimento e a participação ativa do trabalhador na gestão.
Conclusão: Estão corretos os itens I, IV e V. A alternativa que os reúne é a letra A.
Gabarito: letra A
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