Uma frase escrita em conformidade com a norma-padrão da língua é:
AAlexandre atendeu prontamente à solicitação de Diógenes, sobre quem não exerciam influência os valores materialistas.
BApiedando-se da pobreza extrema que Diógenes se encontrava, Alexandre tomou à decisão de concedê-lo um pedido.
CO rei da Macedônia aproximou-se tanto do filósofo, que sua sombra chegou à encobrir-lhe, causando-lhe certo incomodo.
DAlexandre prometeu realizar um desejo de Diógenes, e ambos se poram em silêncio, o qual quebrou-se com uma resposta disconcertante.
EUm dos maiores ensinamentos de Diógenes reside no fato que os bens que atribuía valor, não podiam ser adiquiridos com dinheiro.
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GabaritoA — Alexandre atendeu prontamente à solicitação de Diógenes, sobre quem não exerciam influência os valores materialistas.
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Concordância, regência e crase — Frase em conformidade com a norma-padrão
Gabarito: letra A. A única alternativa que respeita todas as exigências de crase, regência verbal e nominal, colocação pronominal e ortografia é a letra A, conforme demonstração abaixo.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Alexandre atendeu prontamente à solicitação de Diógenes, sobre quem não exerciam influência os valores materialistas."
Crase: "atendeu à solicitação" — o verbo "atender" (no sentido de satisfazer) rege preposição "a"; o substantivo "solicitação" admite artigo "a". Correta a ocorrência de crase.
Regência: "sobre quem" — o verbo "exercer influência" rege a preposição "sobre"; o pronome relativo "quem" refere-se a Diógenes (pessoa), construção adequada.
Concordância verbal: sujeito posposto "os valores materialistas" (plural) — verbo "exerciam" no plural. Perfeito.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Apiedando-se da pobreza extrema que Diógenes se encontrava, Alexandre tomou à decisão de concedê-lo um pedido."
Erro de regência: "da pobreza extrema que Diógenes se encontrava" — o correto é "em que" (pobreza é o lugar/estado em que se encontra).
Crase indevida: "tomou à decisão" — o verbo "tomar" é transitivo direto; não exige preposição. Deveria ser "tomou a decisão".
Colocação pronominal: "concedê-lo" — o pronome "o" funciona como objeto direto, mas "conceder" pede objeto indireto para a pessoa (conceder algo a alguém). O correto é "conceder-lhe".
Alternativa C — ❌ Incorreta
"O rei da Macedônia aproximou-se tanto do filósofo, que sua sombra chegou à encobrir-lhe, causando-lhe certo incomodo."
Crase indevida: antes de verbo no infinitivo não se usa crase. O correto é "chegou a encobrir".
Colocação pronominal: "encobrir-lhe" — o verbo "encobrir" é transitivo direto de pessoa; o pronome adequado é "encobri-lo" (OD). "Lhe" é objeto indireto.
Ortografia: "incomodo" sem acento gráfico — o substantivo é "incômodo" (paroxítona terminada em ditongo, acentuada).
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Alexandre prometeu realizar um desejo de Diógenes, e ambos se poram em silêncio, o qual quebrou-se com uma resposta disconcertante."
Conjugação verbal: "poram" não existe na norma-padrão. O pretérito perfeito de "pôr" é "puseram".
Colocação pronominal: "o qual quebrou-se" — após pronome relativo, a norma culta recomenda a próclise: "o qual se quebrou". Embora a ênclise não seja categoricamente proibida, o deslize somado ao erro de conjugação compromete a frase.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"...reside no fato que os bens que atribuía valor, não podiam ser adiquiridos com dinheiro."
Regência nominal: "no fato que" — falta a preposição "de" antes de "que" (o correto é "no fato de que").
Regência do pronome relativo: "os bens que atribuía valor" — o verbo "atribuir" exige objeto indireto para a coisa (atribuir valor a algo). Deveria ser "os bens aos quais atribuía valor" ou "os bens que atribuía valor a eles".
Ortografia: "adiquiridos" — o correto é "adquiridos" (com 'q' e sem 'i' após 'd').
NÃO CAIA NESSA!
A banca insere crase proibida (antes de verbo), falta de preposição relacional, erros de conjugação e ortografia para testar conhecimentos básicos de regência e norma culta. A letra A se destaca por não conter nenhum desvio.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.