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Questão de História — História do Brasil — FCC 2018

HistóriaHistória do Brasil
Código
fc050031
Banca
FCC
Órgão
TRT - 15ª Região (SP)
Ano
2018
Cargo
Analista Judiciário - História
Leia os trechos abaixo.O principal pressuposto do ensaio se encontra na afirmação de que formulações de tipo reducionista-classista não dão conta do sentido do episódio revolucionário de outubro de 1930. Concretamente, tratei de demonstrar, a partir do pressuposto que a queda da Primeira República não correspondeu ao ascenso ao poder nem da burguesia industrial, nem das classes médias, contraditando assim versões correntes na época que o trabalho foi escrito.(FAUSTO, Boris. A revolução de 30: Historiografia e história. 16 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 11)Sob esta perspectiva, pode-se definir um processo revolucionário a partir de 1928 no Brasil, não apenas e porque a prática política das classes sociais orientou-se sob vários registros de revolução (...) mas sim devido à possibilidade de existência de uma direção dos acontecimentos cujo suporte, englobando aquilo que as propostas políticas tinham de mais geral, estava substantivado numa categoria de revolução – a revolução democrático-burguesa.(DE DECCA, Edgar. 1930: o silêncio dos vencidos. 2 ed. São Paulo: Brasiliense, 1984 p. 79)Tendo em vista os dois trechos, as interpretações historiográficas sobre os acontecimentos que levaram à chamada “Revolução de 30” divergem, sobretudo, na análise do papel
  1. Ados historiadores como protagonistas de uma revolução no âmbito do capitalismo.
  2. Bdos militares na queda da Primeira República e êxito da Revolução de 30.
  3. Cdas classes sociais e sua suposta participação em um processo revolucionário.
  4. Ddos extratos sociais médios no processo de desenvolvimento econômico industrial.
  5. Edas oligarquias em uma revolução democrático-burguesa inequívoca.
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GabaritoC — das classes sociais e sua suposta participação em um processo revolucionário.

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Interpretações da Revolução de 1930 (Fausto e De Decca)

Gabarito: letra C. Os trechos de Boris Fausto e Edgar De Decca divergem, sobretudo, quanto ao papel das classes sociais no processo revolucionário de 1930. Fausto critica o reducionismo classista, negando que a revolução tenha sido a ascensão da burguesia industrial ou das classes médias; De Decca, por sua vez, defende a ideia de uma "revolução democrático-burguesa", reafirmando a participação das classes na direção dos acontecimentos. A alternativa C capta exatamente esse eixo de discordância.

A questão exige a compreensão das duas correntes historiográficas e a identificação do ponto central de embate entre elas.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Os trechos não tratam os historiadores como protagonistas dos eventos; eles são analistas do processo histórico. A divergência não está no papel dos próprios historiadores.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Nenhum dos autores enfatiza o papel dos militares na queda da Primeira República. O foco é sociológico e classista, não militar.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Fausto afirma que "formulações de tipo reducionista-classista não dão conta" da Revolução, negando a ascensão da burguesia industrial ou das classes médias. De Decca, ao contrário, propõe que o processo se orientou por uma "revolução democrático-burguesa", com suporte de classe. A discordância reside exatamente na participação das classes sociais no processo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa restringe a análise aos "extratos sociais médios", mas a divergência é mais ampla: envolve burguesia industrial, classes médias e a categoria de revolução democrático-burguesa. Fausto menciona as classes médias apenas para negar seu protagonismo; De Decca não foca exclusivamente nelas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A expressão "revolução democrático-burguesa inequívoca" não corresponde ao texto de De Decca (que a afirma como possibilidade) e não é o ponto de divergência. A discordância não está na atuação das oligarquias, mas sim no papel das classes sociais.

Gabarito: letra C.

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