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Questão de História — História Geral — FCC 2018

HistóriaHistória Geral
Código
fc050043
Banca
FCC
Órgão
TRT - 15ª Região (SP)
Ano
2018
Cargo
Analista Judiciário - História
Leia o texto abaixo.Para trabalhar com qualquer documentação, é preciso saber ao certo do que ela trata, qual é a sua lógica de constituição (...) No caso dos processos criminais, é fundamental ter em conta o que é considerado crime em diferentes sociedades e como se dá, em diferentes contextos e temporalidades, o andamento de uma investigação criminal, no âmbito do poder judiciário (...) é justamente na relação entre produção de vários discursos sobre o crime e o real que está a chave da nossa análise. O que nos interessa é o processo de transformação dos atos em autos, sabendo que ele é sempre a construção de um conjunto de versões sobre um determinado acontecimento.(GRINBERG, Keila, “A história nos porões dos arquivos judiciários”. In: PINSKY, Carla & LUCA, Tania De (orgs). O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, p. 122)Conforme o texto, os historiadores devem trabalhar com processos crimes levando em conta o conceito
  1. Ade documento jurídico em cada época, bem como a origem dos acervos constituídos pelos arquivos judiciários, partindo-se do princípio de que estas instituições são isentas.
  2. Bde lei em cada sociedade e em cada época, bem como os rituais e procedimentos jurídicos, buscando-se a narrativa objetiva em cada documento.
  3. Cde crime definido pela sociedade em cada época, bem como os rituais e procedimentos jurídicos, buscando-se problematizar a documentação como registro neutro.
  4. Dautodefinido pelo Estado em cada época, partindo-se do princípio de que o documento não é uma forma de acesso objetivo e direto ao passado.
  5. Ede investigação criminal em cada época, partindo-se do princípio de que um documento jurídico oficial e autêntico revela a verdade sobre os acontecimentos passados.
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GabaritoC — de crime definido pela sociedade em cada época, bem como os rituais e procedimentos jurídicos, buscando-se problematizar a documentação como registro neutro.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

História e fontes judiciais

Gabarito: letra C. O texto de Keila Grinberg defende que o historiador deve trabalhar com processos criminais compreendendo que a documentação é uma construção de versões, não um registro neutro – por isso é preciso problematizar a ideia de neutralidade. A alternativa C captura exatamente essa perspectiva ao mencionar o crime definido pela sociedade em cada época, os rituais e procedimentos, e a necessidade de problematizar a documentação como registro neutro.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que as instituições arquivísticas são isentas, contradizendo a noção central do texto de que o documento é construído por múltiplos discursos e interesses. O texto afirma que o processo é uma "construção de um conjunto de versões", não uma representação isenta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Busca a "narrativa objetiva em cada documento", enquanto o texto enfatiza que o documento é resultado de uma construção discursiva – não há objetividade pura. O historiador deve problematizar, não buscar uma verdade única.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Alinha-se integralmente ao texto: contextualiza o crime conforme definido pela sociedade em cada época, considera os rituais e procedimentos jurídicos, e propõe problematizar a documentação como registro neutro – exatamente o que o texto defende.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Reduz a definição do crime ao Estado, quando o texto fala em "diferentes sociedades" e "diferentes contextos e temporalidades". Embora mencione que o documento não é acesso objetivo, a ênfase no "autodefinido pelo Estado" é restritiva e não condiz com a amplitude do texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que um documento jurídico oficial e autêntico "revela a verdade sobre os acontecimentos passados", posição oposta à do texto, que sustenta ser o documento uma construção de versões, não a verdade.

Gabarito: letra C.

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