História e fontes judiciais
Gabarito: letra C. O texto de Keila Grinberg defende que o historiador deve trabalhar com processos criminais compreendendo que a documentação é uma construção de versões, não um registro neutro – por isso é preciso problematizar a ideia de neutralidade. A alternativa C captura exatamente essa perspectiva ao mencionar o crime definido pela sociedade em cada época, os rituais e procedimentos, e a necessidade de problematizar a documentação como registro neutro.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que as instituições arquivísticas são isentas, contradizendo a noção central do texto de que o documento é construído por múltiplos discursos e interesses. O texto afirma que o processo é uma "construção de um conjunto de versões", não uma representação isenta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Busca a "narrativa objetiva em cada documento", enquanto o texto enfatiza que o documento é resultado de uma construção discursiva – não há objetividade pura. O historiador deve problematizar, não buscar uma verdade única.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Alinha-se integralmente ao texto: contextualiza o crime conforme definido pela sociedade em cada época, considera os rituais e procedimentos jurídicos, e propõe problematizar a documentação como registro neutro – exatamente o que o texto defende.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Reduz a definição do crime ao Estado, quando o texto fala em "diferentes sociedades" e "diferentes contextos e temporalidades". Embora mencione que o documento não é acesso objetivo, a ênfase no "autodefinido pelo Estado" é restritiva e não condiz com a amplitude do texto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que um documento jurídico oficial e autêntico "revela a verdade sobre os acontecimentos passados", posição oposta à do texto, que sustenta ser o documento uma construção de versões, não a verdade.
Gabarito: letra C.