Questão de Raciocínio Lógico — Lógica de Argumentação - Diagramas e Operadores Lógicos — FCC 2018
Raciocínio Lógico›Lógica de Argumentação - Diagramas e Operadores Lógicos
Código
fc050181
Banca
FCC
Órgão
TRT - 15ª Região (SP)
Ano
2018
Cargo
Analista Judiciário - Área Administrativa
Considere os dois argumentos a seguir:I. Se Ana Maria nunca escreve petições, então ela não sabe escrever petições.Ana Maria nunca escreve petições.Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições.II. Se Ana Maria não sabe escrever petições, então ela nunca escreve petições.Ana Maria nunca escreve petições.Portanto, Ana Maria não sabe escrever petições.Comparando a validade formal dos dois argumentos e a plausibilidade das primeiras premissas de cada um, é correto concluir que
Ao argumento I é inválido e o argumento II é válido, mesmo que a primeira premissa de I seja mais plausível que a de II.
Bambos os argumentos são válidos, a despeito das primeiras premissas de ambos serem ou não plausíveis.
Cambos os argumentos são inválidos, a despeito das primeiras premissas de ambos serem ou não plausíveis.
Do argumento I é inválido e o argumento II é válido, pois a primeira premissa de II é mais plausível que a de I.
Eo argumento I é válido e o argumento II é inválido, mesmo que a primeira premissa de II seja mais plausível que a de I.
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GabaritoE — o argumento I é válido e o argumento II é inválido, mesmo que a primeira premissa de II seja mais plausível que a de I.
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Lógica de Argumentação — Validade e Plausibilidade
Gabarito: letra E. O argumento I é válido (modus ponens) e o argumento II é inválido (falácia da afirmação do consequente). A validade formal independe da plausibilidade das premissas; mesmo que a primeira premissa de II possa ser considerada plausível, isso não torna o argumento válido.
Análise dos argumentos
Argumento I:
Premissa 1: Se Ana Maria nunca escreve petições, então ela não sabe escrever petições. (P → Q)
Premissa 2: Ana Maria nunca escreve petições. (P)
Conclusão: Ana Maria não sabe escrever petições. (Q)
Estrutura: modus ponens — válido. Se as premissas são verdadeiras, a conclusão é obrigatoriamente verdadeira.
Argumento II:
Premissa 1: Se Ana Maria não sabe escrever petições, então ela nunca escreve petições. (Q → P)
Premissa 2: Ana Maria nunca escreve petições. (P)
Conclusão: Ana Maria não sabe escrever petições. (Q)
Estrutura: afirmação do consequente — inválido. Ter P verdadeiro não garante Q; pode haver outra razão para ela nunca escrever (ex.: falta de tempo, não precisar).
Comparação de plausibilidade
A primeira premissa de I ("se nunca escreve, então não sabe") é geralmente mais plausível que a de II ("se não sabe, então nunca escreve"), pois a falta de prática sugere desconhecimento, mas o contrário não é necessariamente verdade (alguém pode saber e optar por não escrever). Contudo, a validade lógica não depende disso.
Caso
Premissa 1
Premissa 2 (P)
Conclusão (Q)
Estrutura
Validade
I
P → Q
V
V
Modus ponens
Válido
II
Q → P
V
V
Afirmação do consequente
Inválido
Alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta. Afirma que I é inválido e II válido, o que inverte a análise correta.
Alternativa B — ❌ Incorreta. Diz que ambos são válidos, mas II é falacioso.
Alternativa C — ❌ Incorreta. Diz que ambos são inválidos, mas I é modus ponens válido.
Alternativa D — ❌ Incorreta. Erra a validade e ainda vincula validade à plausibilidade (causa-efeito incorreto).
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO**. Reconhece que I é válido, II é inválido, e que a plausibilidade (mesmo que a premissa de II fosse mais plausível) não altera a validade formal. Atenção: o enunciado da alternativa diz "mesmo que a primeira premissa de II seja mais plausível que a de I", o que pode não ser factualmente verdade, mas a proposição central (validade) está correta e o gabarito oficial é este.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura validade formal com plausibilidade. O candidato pode achar que um argumento válido precisa ter premissas "verdadeiras" ou "plausíveis", mas a validade é apenas sobre a forma: se as premissas fossem verdadeiras, a conclusão seria necessária. O argumento II é um clássico sofisma (afirmação do consequente) e continua inválido mesmo que sua premissa pareça razoável.
Conclusão: A única alternativa que acerta a validade é a E.