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Questão de História — História do Brasil — FCC 2018

HistóriaHistória do Brasil
Código
fc050558
Banca
FCC
Órgão
TRT - 2ª REGIÃO (SP)
Ano
2018
Cargo
Analista Judiciário - História
A despeito da heterogeneidade das posições pessoais, os intelectuais que integravam o Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), criado em 14 de julho de 1955, convergiam na convicção de que, por meio do debate e do confronto das ideias, seria possível formular um projeto ideológico comum para o Brasil. O nacional-desenvolvimentismo foi então concebido como essa ideologia-síntese capaz de levar o país - por meio da ação estatal (planejamento e investimento público) − à superação do atraso econômico-social e da alienação cultural. Essa frente político-ideológica, que convergia na defesa do nacional-desenvolvimentismo, enfrentou um abalo decisivo após dois anos e meio da fundação do instituto, inaugurando nova fase, cuja direção intelectual, nas mãos do filósofo Vieira Pinto e do historiador Nelson Werneck Sodré, privilegiou o debate das mudanças sociais e econômicas, mais tarde defendidas pelo governo Goulart.(Artigo de Caio Navarro de Toledo publicado na Folha de S. Paulo em 14 jul. 2005 − texto adaptado)O projeto que então prevaleceu
  1. Aimplicava a aceitação de investimentos de capital estrangeiro.
  2. Bteve aceitação plena no governo Juscelino Kubitschek (1956-1961).
  3. Cprevia aliança com a burguesia latifundiária mercantil.
  4. Dnão foi apoiado por partidos de esquerda.
  5. Esupunha uma liderança política representada pela burguesia industrial nacional.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — supunha uma liderança política representada pela burguesia industrial nacional.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB) e o nacional-desenvolvimentismo

Gabarito: letra E. O projeto que prevaleceu após a virada intelectual do ISEB (liderada por Vieira Pinto e Nelson Werneck Sodré) foi o nacional-desenvolvimentismo de esquerda, que acreditava na liderança da burguesia industrial nacional como protagonista do desenvolvimento autônomo do país, em aliança com o Estado e com as classes populares – tese posteriormente defendida pelo governo João Goulart.

A questão exige conhecimento sobre a trajetória do ISEB, criado em 1955, e sua cisão interna. Inicialmente mais moderado, o instituto passou por uma radicalização em 1958, inspirada pelo nacionalismo de esquerda e pela defesa de reformas sociais. O novo grupo (Vieira Pinto e Sodré) rejeitava a dependência do capital estrangeiro e propunha uma aliança estratégica com a burguesia industrial nacional, vista como capaz de romper com o subdesenvolvimento.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A nova fase do ISEB era crítica à entrada indiscriminada de capital estrangeiro, considerada uma ameaça à soberania nacional. O projeto defendido pregava o investimento estatal e o controle nacional dos setores estratégicos. Portanto, não implicava aceitação de investimentos externos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O governo JK (1956-1961) adotou uma política desenvolvimentista aberta ao capital internacional (Plano de Metas), o que contrastava com a orientação nacionalista radical do ISEB pós-1958. Assim, não houve "aceitação plena" do projeto isebiano por JK.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A burguesia latifundiária mercantil representava o setor agroexportador conservador, contrário às reformas de base (incluindo a reforma agrária) que o grupo de Vieira Pinto e Sodré defendia. A aliança prevista era com a burguesia industrial, não com os latifundiários.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O projeto nacional-desenvolvimentista do ISEB e, posteriormente, as reformas de Goulart tiveram amplo apoio dos partidos de esquerda (PTB, PCB, setores do PSB). A afirmativa de que não foi apoiado é falsa.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A liderança política do projeto nacional-desenvolvimentista foi atribuída à burguesia industrial nacional, considerada a classe capaz de conduzir a industrialização autônoma e a superação do atraso. Essa visão, típica do pensamento cepalino e do ISEB, previa que o Estado atuaria em parceria com os empresários nacionais para promover o desenvolvimento, sem dependência externa.

SE LIGUE NESSA!

Lembre-se de que o nacional-desenvolvimentismo do ISEB, especialmente após 1958, associava-se à ideia de "burguesia nacional progressista", diferente da burguesia industrial associada ao capital estrangeiro ou da elite agrária.

Gabarito: letra E

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