As normas de concordância e a adequada correlação entre tempos e modos verbais estão rigorosamente observadas na frase:
ASó haveria objetividade absoluta nos dicionários caso eles venham a evitar exemplos de empregos em que se conotem uma interpretação tendenciosa.
BO autor do texto, atento ao rigor que deveria imperar num dicionário, observou que um determinado exemplo de aplicação vocabular propicia ilações subjetivas.
CSe o anonimato e a marginalidade não fossem tão discriminadores, muitos pichadores haverão de se dedicar a alguma atividade que os dignificassem como sujeitos.
DNão parece razoável crer que o amor à sujeira e ao vandalismo constituam causas exclusivas para as ações com que tanta gente viriam a se incomodar.
ENão fossem sanções penais rigorosas, práticas mais graves que a pichação podem ocorrer no espaço público, que os marginalizados não reconhecem como seus.
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GabaritoB — O autor do texto, atento ao rigor que deveria imperar num dicionário, observou que um determinado exemplo de aplicação vocabular propicia ilações subjetivas.
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Concordância e correlação verbal nas frases sobre o texto
Gabarito: letra B. A única frase que respeita as normas de concordância verbal e a adequada correlação entre tempos e modos verbais é a da alternativa B, que emprega corretamente os verbos 'deveria', 'observou' e 'propicia', todos concordando com seus sujeitos e em tempos/modos compatíveis.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A frase 'Só haveria objetividade absoluta nos dicionários caso eles venham a evitar...' apresenta erro de correlação: o verbo da oração subordinada ('venham', presente do subjuntivo) não se combina adequadamente com o futuro do pretérito 'haveria' da oração principal. O correto seria 'viessem a evitar' (imperfeito do subjuntivo). Além disso, 'em que se conotem' também deveria estar no imperfeito do subjuntivo ('conotassem') para manter a coerência temporal.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A estrutura está perfeita: 'O autor... observou' (pretérito perfeito) seguido de 'que... propicia' (presente do indicativo) – o fato expresso pelo verbo 'propiciar' é uma constatação atual, válida no momento da fala. O verbo 'deveria' (futuro do pretérito) está no tempo adequado para expressar uma expectativa no passado. Todas as concordâncias estão rigorosas: 'autor' singular → 'observou'; 'rigor' singular → 'deveria imperar'; 'exemplo' singular → 'propicia'.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Na frase '... muitos pichadores haverão de se dedicar...', o verbo 'haver' está no futuro do presente ('haverão'), mas a oração condicional exige o futuro do pretérito ('haveriam') para corresponder ao imperfeito do subjuntivo 'não fossem'. O correto seria: 'haveriam de se dedicar'.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Dois erros de concordância: o sujeito 'o amor' (singular) exige o verbo 'constitua' (singular), mas está escrito 'constituam' (plural). Também 'tanta gente' (singular) pede 'viria' (singular), mas aparece 'viriam' (plural). A frase deveria ser: '... o amor... constitua causas... com que tanta gente viria a se incomodar'.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Há erro de correlação: 'Não fossem' (pretérito imperfeito do subjuntivo) exige na oração principal o futuro do pretérito ('poderiam ocorrer'), mas está 'podem ocorrer' (presente do indicativo). O correto seria: 'práticas mais graves... poderiam ocorrer'.
PEGA ESSA DICA!
Para resolver questões de concordância e correlação verbal, identifique o sujeito de cada verbo e o tempo/modo da oração principal. Verifique se a oração subordinada (condicional, temporal etc.) usa o modo/tempo exigido pela norma culta (ex.: 'se + imperfeito do subjuntivo' exige 'futuro do pretérito' na principal).
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.