Substituição do pronome relativo “cujo” no texto
Gabarito: letra C. A única alternativa que mantém a equivalência semântica e a correção gramatical do trecho original “cujo ofício é lembrar o que outros esquecem” é a C, que substitui por “que têm por propósito reavivar o que é esquecido”. A palavra “cujo” expressa posse (o ofício dos historiadores), e “ter por propósito” preserva esse sentido de função ou papel, enquanto “reavivar” é sinônimo adequado para “lembrar” no contexto.
Trecho original: “Por isso os historiadores, cujo ofício é lembrar o que outros esquecem”
Alternativa A — ❌ Incorreta
“de cuja missão propõe-se a lembrar o que é esquecido” altera a estrutura e o sentido: “missão” não é sinônimo exato de “ofício”, e “propõe-se a” introduz uma ideia de intenção que não está no original. A locução “de cuja” é inadequada. Erro: troca_termo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“em cujo mister consta o de lembrar o esquecido” é construída de forma artificial; “mister” (arcaísmo) e “consta” (significa “está incluído”) não equivalem a “é”. Além disso, “o de lembrar” é truncado. Erro: troca_conceito.
Alternativa C — ✅ Correta
“que têm por propósito reavivar o que é esquecido” substitui corretamente a ideia de posse por uma oração adjetiva com “que”. “Ter por propósito” equivale a “ter como ofício/função”, e “reavivar” recupera o sentido de trazer à memória. A estrutura é clara e coerente. Correta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“de quem o papel é rever o passado esquecido” troca “lembrar” por “rever” (ação diferente) e “o que outros esquecem” por “passado esquecido” (generalização indevida). O pronome “de quem” não expressa posse como “cujo”. Erro: troca_termo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
“a cuja responsabilidade está em lembrar o esquecido” apresenta problema de regência (“a cuja” não rege a preposição correta) e a locução “responsabilidade está em” é inadequada para substituir “ofício é”. Erro: troca_conceito.
Gabarito: letra C