Casamento como "negócio" no século XIX — falta de autonomia feminina
Gabarito: letra E. A autora descreve o casamento como um "negócio" justamente por destacar a falta de autonomia das moças na escolha dos maridos, como se lê no trecho: "Não havia liberdade para escolher de acordo com o coração, e os arranjos promovidos pela família prevaleciam".
O texto afirma que as moças viviam reclusas sob poder dos pais até passarem "às mãos do marido", e o casamento era um "mecanismo presidido pelos pais". A palavra "negócio" é usada para simbolizar a ausência de escolha pessoal.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"...os arranjos matrimoniais que privilegiavam os pretendentes estrangeiros."
O texto menciona estrangeiros como observadores, mas não diz que os arranjos privilegiavam pretendentes estrangeiros. Extrapolação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"...o modo como os estrangeiros davam preferência às moças mais novas."
A inglesa May Frances apenas constata o interesse precoce; não há indicação de preferência dos estrangeiros por moças novas. Extrapolação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"...o fato de as moças se casarem antes mesmo de ter interesse pelo sexo oposto."
O texto diz o contrário: "elas se interessavam prematuramente pelo sexo oposto". A alternativa contradiz o texto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"...os conflitos que ocorriam quando a mulher se casava sem ter afeto pelo marido."
O texto não menciona conflitos. Apenas afirma que não havia liberdade de escolha afetiva. Fora do escopo.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"...a falta de autonomia das moças quanto à escolha de seus maridos."
Perfeita paráfrase: "Não havia liberdade para escolher de acordo com o coração" e os arranjos eram "presididos pelos pais". A autora chama a atenção exatamente para essa falta de autonomia.
Gabarito: letra E.