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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2018

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc051636
Banca
FCC
Órgão
EMAE-SP
Ano
2018
A ironia que rege esse texto nasce da convicção do autor de que,
  1. Asalvo no caso do universo do consumo, a propalada Comunicação é de fato uma confusão da linguagem de toda a Terra.
  2. Bcomo considerável parte da humanidade fala ou arranha o inglês, é razoável que se reconheça uma Idade da Comunicação.
  3. Cem virtude de nossas paixões famélicas, empenhamo-nos ao máximo em nossos modernos mecanismos de comunicação.
  4. Dpor conta de tantas informações falsas ou equívocas, alimentamos um tíbio amor pelo conhecimento da verdade.
  5. Eapesar de estar alguém próximo em naufrágio, deixamos de considerar essa sua condição por força do nosso egoísmo.
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GabaritoA — salvo no caso do universo do consumo, a propalada Comunicação é de fato uma confusão da linguagem de toda a Terra.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A ironia na "Idade da Comunicação"

Gabarito: letra A. A ironia do texto nasce da percepção do autor de que, embora a era seja chamada de "Idade da Comunicação", a realidade é de confusão e incomunicação, com exceção do consumo. Como afirma o texto: "Foi-lhe posto o nome de Idade da Comunicação porque nela sucedeu a confusão da linguagem de toda a Terra" e "Apenas em um setor a eficiência da comunicação costuma atingir o ótimo: os produtos de consumo". Assim, a alternativa A sintetiza exatamente essa convicção irônica: a comunicação propalada é, na verdade, uma confusão, salvo no consumo.

Alternativa A — ✅ Correta

Prova no texto:

"Foi-lhe posto o nome de Idade da Comunicação porque nela sucedeu a confusão da linguagem de toda a Terra." "Apenas em um setor a eficiência da comunicação costuma atingir o ótimo: os produtos de consumo."

A alternativa parafraseia fielmente a tese irônica do autor: a comunicação é uma confusão, exceto no consumo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: extrapola. O texto apenas constata que "considerável parte da humanidade fala ou arranha o inglês", mas essa não é a razão da ironia. A ironia está justamente no contraste entre o nome e a realidade de confusão, e não na simples existência de um idioma comum.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. O autor afirma: "Nossas paixões famélicas não se comunicam com o nosso tíbio amor pelo conhecimento da verdade; nosso egoísmo não nos transmite sinal algum do que se passa com o próximo em naufrágio." Logo, não há empenho máximo nos mecanismos de comunicação; ao contrário, eles falham.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: inverte a relação de causa. O texto diz que "nosso tíbio amor pelo conhecimento da verdade" é uma característica nossa, e não uma consequência das informações falsas. A ironia não decorre dessa relação, mas do contraste entre o nome e a confusão geral.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: tangencia. O exemplo do "próximo em naufrágio" é uma ilustração do egoísmo, mas não expressa a convicção central que gera a ironia. A ironia abrange toda a comunicação, não apenas situações isoladas.

Conclusão: A única alternativa que capta a essência da ironia do texto é a letra A, que opõe a falha generalizada da comunicação ao sucesso excepcional do consumo.

Gabarito: letra A.

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