As normas de concordância encontram-se respeitadas em:
AA crônica, além de se prestarem a ser documentos da atualidade, guarda características literárias que a mantém viva.
BCada um dos cronistas brasileiros, que chegam a obterem em um sucesso, não tiveram de disputar lugar na imprensa, pois haviam lugares para todos.
CEmbora a crônica tenha recentemente ganhado estatuto semelhante a outros gêneros literários, nem sempre foram assim, pois aqueles que a compunha eram considerados antes jornalistas que escritores.
DJá no fim do século XIX via-se cronistas famosos, como Machado de Assis, de quem grande parte dos textos foi publicado no jornal Gazeta de Notícias.
EA maioria dos cronistas que se põem a escrever sobre o cotidiano, mesmo que faça referência a questões políticas, costuma acrescentar nuanças pessoais a seus textos.
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GabaritoE — A maioria dos cronistas que se põem a escrever sobre o cotidiano, mesmo que faça referência a questões políticas, costuma acrescentar nuanças pessoais a seus textos.
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Concordância: análise de cada alternativa
Gabarito: letra E. A única alternativa que respeita todas as normas de concordância verbal e nominal da norma-padrão é a letra E. As demais apresentam desvios – verifique a concordância do verbo com o sujeito, a flexão de número no particípio, o uso de "haver" impessoal e a referência pronominal.
Concordância verbal e nominal
1Sujeito simples
Verbo concorda com o núcleo
Ex.: "cada um" → singular
2Sujeito composto
Verbo no plural
3Casos especiais
"Haver" impessoal (existir)
Sempre singular
Voz passiva sintética ("-se")
Verbo concorda com o sujeito paciente
Particípio
Concorda com o termo regido
4Pronome relativo "que"
Verbo concorda com o antecedente
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Alternativa A — ❌ Incorreta
"A crônica, além de se prestarem a ser documentos da atualidade, guarda características literárias que a mantém viva."
Erro:
O verbo "prestar" (no infinitivo) deve concordar com "A crônica" (singular): o correto é "se prestar".
O verbo "manter" está no singular ("mantém"), mas seu sujeito é "características literárias" (plural): o correto é "mantêm".
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Cada um dos cronistas brasileiros, que chegam a obterem em um sucesso, não tiveram de disputar lugar na imprensa, pois haviam lugares para todos."
Erro:
O núcleo do sujeito é "cada um" (singular), por isso o verbo da oração principal deve ser singular: "não teve".
Na relativa, o pronome "que" retoma "cada um" (singular), então o correto é "chega a obter" (sem -em no infinitivo).
"Haver" no sentido de "existir" é impessoal e fica sempre no singular: "havia lugares".
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Embora a crônica tenha recentemente ganhado estatuto semelhante a outros gêneros literários, nem sempre foram assim, pois aqueles que a compunha eram considerados antes jornalistas que escritores."
Erro:
O sujeito é "a crônica" (singular), portanto o verbo deve ser singular: "nem sempre foi assim".
O sujeito de "compunha" é "aqueles" (plural), então o correto é "compunham".
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Já no fim do século XIX via-se cronistas famosos, como Machado de Assis, de quem grande parte dos textos foi publicado no jornal Gazeta de Notícias."
Erro:
O verbo "ver" na voz passiva sintética deve concordar com o sujeito "cronistas famosos" (plural): o correto é "viam-se".
Em "grande parte dos textos foi publicado", a forma "publicado" deveria concordar com "parte" (feminino singular) ou, menos comum, com "textos". Na norma culta, é preferível "publicada" (concordância com o núcleo "parte").
Alternativa E — ✅ Correta
"A maioria dos cronistas que se põem a escrever sobre o cotidiano, mesmo que faça referência a questões políticas, costuma acrescentar nuanças pessoais a seus textos."
Acertos:
"A maioria" é sujeito singular, portanto "costuma" (singular) está correto.
O pronome relativo "que" retoma "cronistas" (plural), então "se põem" (plural) está correto.
O verbo "faça" tem como sujeito a oração "mesmo que a maioria faça" (singular), concordância correta.
O possessivo "seus" refere-se a "cronistas" (plural), flexão adequada.
Portanto, apenas a letra E apresenta todas as concordâncias de acordo com a norma-padrão.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.