Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2018
Português›Interpretação de Textos
Código
fc051771
Banca
FCC
Órgão
Prefeitura de Macapá - AP
Ano
2018
A leitura da última estrofe permite concluir que o eu lírico
Asente saudades do tempo em que não tinha medo da chuva.
Bvê nas águas da chuva o prenúncio de dias de recessão.
Cse mostra indignado diante dos estragos provocados pelas águas.
Dse mantém otimista mesmo estando em uma situação difícil.
Ese recusa a pensar no que pode ocorrer quando a tempestade passar.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoD — se mantém otimista mesmo estando em uma situação difícil.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Inferência sobre o tom do eu lírico na última estrofe
Gabarito: letra D. O eu lírico mantém-se otimista mesmo diante de uma situação difícil ("o tempo fechou"), pois a última estrofe expressa esperança: "Mas quem sabe amanhã sorri / E nas asas de um bem-te-vi / Caiam águas coloridas por um arco-íris". O conectivo "Mas" marca oposição ao pessimismo anterior e introduz a possibilidade de um futuro positivo.
A questão pede uma inferência a partir da última estrofe. O comando "permite concluir" indica que a resposta não está literal, mas é dedução ancorada em pistas textuais. A pista central é a conjunção adversativa "Mas", que quebra a sequência negativa ("Agora, o tempo fechou…") e abre para a esperança.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Sente saudades do tempo em que não tinha medo da chuva.
O poema realmente recorda o passado com nostalgia ("Havia um tempo que a gente corria pela rua"), mas a última estrofe não fala de saudade; ela fala de uma possível mudança futura. A alternativa extrapola: o eu lírico não expressa saudade na última estrofe, e sim esperança.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Vê nas águas da chuva o prenúncio de dias de recessão.
A palavra "recessão" (tempo de dificuldades econômicas/sociais) não tem qualquer correspondência no texto. O poema fala de chuva, maré, medo, sonhos — nada sugere recessão. É extrapolação com um termo estranho ao universo do poema.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Se mostra indignado diante dos estragos provocados pelas águas.
O poema não menciona estragos. A chuva é descrita como parte da natureza, ora bela ("sinfonia da chuva"), ora associada ao medo ("assobio do vento"), mas nunca como causadora de estragos. A indignação é opinião embutida que o texto não sustenta.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Se mantém otimista mesmo estando em uma situação difícil.
"Agora, o tempo fechou… / Mas quem sabe amanhã sorri / E nas asas de um bem-te-vi / Caiam águas coloridas por um arco-íris…"
O contraste entre o presente difícil ("tempo fechou") e a projeção futura positiva ("amanhã sorri", "águas coloridas por um arco-íris") revela otimismo — acreditar que a situação pode melhorar. O "Mas" é decisivo: ele introduz a ressalva esperançosa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Se recusa a pensar no que pode ocorrer quando a tempestade passar.
O eu lírico justamente faz uma projeção do que pode ocorrer ("amanhã sorri", arco-íris). Não há recusa em pensar; ao contrário, há elaboração de um cenário positivo. A alternativa contradiz o texto.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a tendência de associar a última estrofe a sentimentos negativos (saudade, indignação), mas o conectivo "Mas" inverte essa expectativa. A chave é perceber que a conjunção adversativa aponta para a esperança.