O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se de modo a concordar com o elemento sublinhado em:
ANão (faltar) ao autor, a despeito de suas vocações aparentes, bastante ânimo para reerguer o prestígio do teatro nacional.
BQuando a alguém não (ocorrer) atender seus impulsos primeiros, é possível que venha a atender sua vocação essencial.
CDiante das condições que (atravessar), naqueles anos, o teatro nacional, não hesitou o autor em buscar redimi-lo.
DSeria preciso que o (recomendar) amigos para a função de crítico teatral para que o autor efetivamente se consagrasse nesse trabalho.
EAos alunos de colégio (brindar) o professor com suas aulas sobre Kant e Aristóteles, de modo modesto, segundo ele mesmo confessa.
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GabaritoD — Seria preciso que o (recomendar) amigos para a função de crítico teatral para que o autor efetivamente se consagrasse nesse trabalho.
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Concordância verbal: identificação do sujeito
Gabarito: letra D. A alternativa D é a única em que o verbo indicado entre parênteses deve flexionar-se para concordar com o elemento sublinhado — no caso, o sujeito "amigos". Vejamos cada alternativa.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a dificuldade de reconhecer o sujeito em orações com ordem invertida ou com verbos impessoais. A chave é perguntar "quem?" ou "o quê?" antes do verbo.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Não (faltar) ao autor, a despeito de suas vocações aparentes, bastante ânimo para reerguer o prestígio do teatro nacional."
O sujeito de "faltar" é "bastante ânimo" (singular). O verbo deve concordar com ele: "Não falta ao autor... bastante ânimo". Se o elemento sublinhado for "ânimo", a concordância está correta, mas a questão pede que o verbo se flexione para concordar com o sublinhado — e aqui o sublinhado (se for "ânimo") já é singular. Mas a alternativa foi considerada incorreta porque, no contexto da questão, o sublinhado provavelmente era outro termo (como "ao autor"), e aí haveria erro. De todo modo, a banca aponta que não é a correta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Quando a alguém não (ocorrer) atender seus impulsos primeiros..."
O sujeito de "ocorrer" é a oração "atender seus impulsos primeiros" (sujeito oracional). O verbo fica no singular: "não ocorre a alguém...". Se o sublinhado é "alguém", ele é objeto indireto, não sujeito — portanto a concordância não deve ser com ele. Erro.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Diante das condições que (atravessar), naqueles anos, o teatro nacional..."
O sujeito de "atravessar" é "o teatro nacional" (singular). O relativo "que" é objeto direto. O verbo deve concordar com "o teatro nacional": "que atravessou". Se o sublinhado fosse "condições", a concordância estaria errada, pois o verbo ficaria no plural. Portanto, não é a correta.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Seria preciso que o(recomendar)amigos para a função de crítico teatral..."
Aqui o sujeito de "recomendar" é "amigos" (plural). O verbo deve flexionar-se no plural para concordar com ele: "que o recomendassem amigos". O elemento sublinhado é "amigos", e o verbo em parênteses deve ser flexionado para concordar com ele. Perfeito.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Aos alunos de colégio (brindar)o professor com suas aulas..."
O sujeito de "brindar" é "o professor" (singular). O verbo deve ficar no singular: "brinda". Se o sublinhado é "o professor", a concordância está correta, mas novamente a banca considerou incorreta. Possivelmente o sublinhado era "alunos", que é objeto indireto. Portanto, erro.
Conclusão: Somente na alternativa D o verbo entre parênteses deve ser flexionado para concordar com o termo sublinhado (sujeito "amigos").
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.