Em uma economia fechada e sem governo, o multiplicador keynesiano
Aatinge seu máximo quando a propensão a poupar é igual à propensão a consumir.
Baumenta quando a propensão a consumir diminui.
Cdepende da propensão a consumir, mas não depende da propensão a poupar.
Ddifere do multiplicador keynesiano em uma economia com governo.
Enão sofre alteração se houver abertura da economia.
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GabaritoD — difere do multiplicador keynesiano em uma economia com governo.
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Multiplicador Keynesiano
Gabarito: letra D. Em uma economia fechada e sem governo, o multiplicador keynesiano é dado por (k = 1/(1-c)), onde (c) é a propensão marginal a consumir. Esse multiplicador é maior do que aquele vigente em uma economia com governo, pois a tributação (autônoma ou proporcional à renda) reduz o valor do multiplicador ao introduzir vazamentos adicionais. As demais alternativas estão incorretas conforme a teoria keynesiana básica.
Alternativa
Afirmação sobre o multiplicador keynesiano
Correta?
Justificativa
A
Atinge máximo quando propensão a poupar = propensão a consumir
❌
O multiplicador é máximo quando (c \to 1) (e (s \to 0)), não quando (c = s = 0,5).
B
Aumenta quando a propensão a consumir diminui
❌
(k = 1/(1-c)) é função crescente de (c); se (c) cai, (k) cai.
C
Depende de (c), mas não depende de (s)
❌
Como (s = 1-c), (k = 1/s); depende diretamente de (s).
D
Difere do multiplicador em economia com governo
✅
Governo introduz tributação, reduzindo o multiplicador (ex.: (k = 1/[1-c(1-t)])).
E
Não se altera com abertura da economia
❌
Abertura adiciona importações ((m)), reduzindo o multiplicador ((k = 1/[1-c+m])).
Multiplicador keynesiano (k = 1/(1-c)): Economia fechada sem governo (k = 1/(1-c), k = 1/s, Quanto maior c, maior k); Economia com governo (k = 1/(1-c(1-t)), Tributação reduz k); Economia aberta (k = 1/(1-c+m), Importações reduzem k)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que o multiplicador atinge seu máximo quando a propensão a poupar ((s = 1-c)) é igual à propensão a consumir ((c)), ou seja, (c = s = 0,5). Na verdade, o multiplicador (k = 1/(1-c)) é crescente em (c): quanto maior (c), maior o multiplicador. O valor máximo ocorre quando (c) se aproxima de 1 (e (s) de 0), não quando são iguais.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o multiplicador aumenta quando a propensão a consumir diminui. É o oposto: (k = 1/(1-c)) é uma função crescente de (c). Se (c) diminui, o denominador ((1-c)) aumenta, reduzindo (k).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Diz que o multiplicador depende da propensão a consumir, mas não depende da propensão a poupar. Como a propensão a poupar é (s = 1-c), o multiplicador (k = 1/s) depende diretamente de (s). A afirmação é falsa porque a dependência é indireta e matemática: (k) é função tanto de (c) quanto de (s).
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O multiplicador em uma economia fechada e sem governo (apenas consumo e investimento) difere, sim, do multiplicador em uma economia com governo. A presença do governo introduz tributação, que reduz a renda disponível e, portanto, o efeito multiplicador. Genericamente, com tributos autônomos e proporcionais, o multiplicador passa a ser (k = 1/(1-c(1-t))), menor que o caso sem governo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que o multiplicador não se altera com a abertura da economia. Na economia aberta, surgem importações, que representam um vazamento adicional. O multiplicador passa a incluir a propensão marginal a importar ((m)), resultando em (k = 1/(1-c + m)), valor inferior ao da economia fechada (onde (m=0)).