Questão de Contabilidade Geral — Balanço Patrimonial — FCC 2018
- Código
- fc052134
- Banca
- FCC
- Órgão
- SEFAZ-SC
- Ano
- 2018
- A5.000,00, de prejuízo.
- B5.000,00, de ganho.
- C40.000,00, de ganho.
- D25.000,00, de ganho.
- E28.000,00, de ganho.
GabaritoD — 25.000,00, de ganho.
Gabarito: letra D — R$ 25.000,00 de ganho. O resultado é apurado pela diferença entre o valor de venda (R$ 130.000,00) e o valor contábil na data da venda (R$ 105.000,00). O valor contábil foi calculado considerando a depreciação inicial de R$ 2.500/mês (10 meses até a revisão) e a nova depreciação de R$ 3.000/mês (10 meses após a revisão), conforme permite o art. 183, §3º, II da Lei 6.404/1976, que exige a revisão periódica da vida útil econômica.
A questão exige o cálculo do ganho ou perda na venda de um ativo imobilizado, passando por uma mudança de estimativa contábil (vida útil e valor residual). A resolução segue três etapas: depreciação até a revisão, depreciação após a revisão e confronto com o preço de venda.
Item | Valor |
|---|---|
Custo de aquisição | R$ 160.000,00 |
Valor residual inicial | R$ 10.000,00 |
Valor depreciável inicial | R$ 150.000,00 |
Vida útil inicial | 5 anos = 60 meses |
Depreciação mensal inicial | R$ 150.000,00 ÷ 60 = R$ 2.500,00 |
Depreciação acumulada até 31/12/2017 | 10 meses × R$ 2.500,00 = R$ 25.000,00 |
Valor contábil em 31/12/2017 | R$ 160.000,00 – R$ 25.000,00 = R$ 135.000,00 |
Em 31/12/2017, a empresa alterou a estimativa:
Nova vida útil remanescente: 40 meses
Novo valor residual: R$ 15.000,00
Art. 183: No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios. §3º: A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado e no intangível, a fim de que sejam:
II — revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização.
Item | Valor |
|---|---|
Valor contábil em 31/12/2017 | R$ 135.000,00 |
Novo valor residual | R$ 15.000,00 |
Novo valor depreciável | R$ 135.000,00 – R$ 15.000,00 = R$ 120.000,00 |
Nova vida útil remanescente | 40 meses |
Nova depreciação mensal | R$ 120.000,00 ÷ 40 = R$ 3.000,00 |
Depreciação de jan a out/2018 | 10 meses × R$ 3.000,00 = R$ 30.000,00 |
Depreciação acumulada total | R$ 25.000,00 + R$ 30.000,00 = R$ 55.000,00 |
Valor contábil em 31/10/2018 | R$ 160.000,00 – R$ 55.000,00 = R$ 105.000,00 |
Item | Valor |
|---|---|
Preço de venda | R$ 130.000,00 |
Valor contábil | R$ 105.000,00 |
Resultado (ganho) | R$ 130.000,00 – R$ 105.000,00 = R$ 25.000,00 |
Afirma R$ 5.000,00 de prejuízo. O valor de venda é superior ao valor contábil, gerando ganho, não prejuízo. O erro pode vir de não considerar a mudança de estimativa ou de utilizar 12 meses de depreciação no primeiro ano.
Aponta R$ 5.000,00 de ganho. Esse valor seria obtido se o valor contábil fosse R$ 125.000,00 (por exemplo, depreciando todo o custo por 60 meses sem revisão), mas a conta correta é R$ 105.000,00.
Indica R$ 40.000,00 de ganho. Esse número corresponderia a vender por R$ 130.000,00 com valor contábil de R$ 90.000,00, o que exigiria depreciação muito maior ou erro na base.
Exato: R$ 25.000,00 de ganho, conforme demonstrado nos cálculos.
Sugere R$ 28.000,00 de ganho. Provavelmente deriva de erro no número de meses ou na aplicação da nova depreciação.
Em questões com mudança de estimativa, lembre-se de recalcular a depreciação a partir do valor contábil na data da revisão, utilizando a vida útil restante e o novo valor residual. O erro mais comum é continuar depreciando com base no custo original ou esquecer de atualizar o valor residual.
Gabarito: letra D — R$ 25.000,00 de ganho.
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