Questão de Auditoria Governamental — Controle Externo — FCC 2018
Auditoria Governamental›Controle Externo
Código
fc052316
Banca
FCC
Órgão
TCE-RS
Ano
2018
O Diretor de Controle e Fiscalização de um Tribunal de Contas toma conhecimento pela mídia de supostas irregularidades ocorridas em determinada Prefeitura. Tendo em vista a materialidade e a gravidade do noticiado, resolve realizar apuração específica. Para tanto, consulta os servidores acerca de quem estaria disposto a se deslocar até o Município para realizar a fiscalização in loco. Um servidor se oferece, alegando em seu favor que teria fiscalizado aquele Município nos últimos seis anos e estaria familiarizado com sua estrutura administrativa. O servidor foi designado e cumpriu sozinho a tarefa, concluindo pela inexistência da irregularidade noticiada, entendimento que o Diretor considerou melhor ser revisto por um segundo servidor.O Diretor de Fiscalização
Aacertou ao escolher quem mais vezes fiscalizou o órgão, atendendo ao princípio da especialização.
Berrou ao levar notícias midiáticas em consideração no planejamento de auditoria.
Cacertou ao manter-se cético quanto aos achados e solicitar revisão do relatório de auditoria.
Derrou ao desviar do planejamento de auditoria existente, pois tal etapa do procedimento não deve ser iterativa ou contínua.
Eacertou ao destacar servidor independentemente da natureza da irregularidade noticiada, uma vez que os auditores devem se pautar pelo princípio da generalidade.
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GabaritoC — acertou ao manter-se cético quanto aos achados e solicitar revisão do relatório de auditoria.
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Auditoria Governamental: Ceticismo Profissional e Revisão
Gabarito: letra C. O Diretor agiu corretamente ao manter-se cético quanto ao resultado da fiscalização realizada por um único servidor (que inclusive possuía vínculo prolongado com o órgão auditado) e ao solicitar revisão do relatório. Essa conduta está alinhada aos princípios fundamentais de auditoria, como o ceticismo profissional e a necessidade de supervisão e revisão do trabalho, conforme as Normas Brasileiras de Auditoria.
A banca testa a aplicação dos conceitos de ceticismo profissional, ameaças à independência (familiaridade) e a importância da revisão do trabalho de auditoria.
Ceticismo profissional (NBC TA 200)
1Atitude questionadora
2Alerta a condições que indicam distorção
3Revisão do trabalho (NBC TA 220)
Supervisor analisa adequação
Dúvida sobre evidências → revisão
4Ameaças à independência
Familiaridade (vínculo prolongado)
Perda de objetividade
Rodízio periódico é o correto
5Planejamento de auditoria
Iterativo e contínuo
Fontes de informação
Mídia (válida como alerta)
Evidências obtidas por procedimentos
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o Diretor acertou ao escolher o servidor que mais vezes fiscalizou o órgão, atendendo ao princípio da especialização. Erro: A longa familiaridade com o mesmo ente auditado (seis anos) é uma ameaça à objetividade e independência (ameaça de familiaridade), e não uma vantagem de especialização. O correto seria escalonar servidores com rodízio periódico para evitar perda de ceticismo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o Diretor errou ao levar notícias midiáticas em consideração no planejamento. Erro: O auditor pode (e deve) considerar todas as fontes de informação disponíveis, incluindo a mídia, como parte da avaliação de risco e do planejamento. Não há proibição nesse sentido; o que se exige é que as evidências sejam obtidas por procedimentos de auditoria.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O Diretor acertou ao manter-se cético quanto ao achado do primeiro servidor (que concluiu pela inexistência de irregularidade) e solicitar revisão por um segundo profissional. Essa atitude está em linha com o ceticismo profissional (NBC TA 200) e com a exigência de revisão do trabalho (NBC TA 220) quando há dúvidas sobre a adequação das evidências.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o Diretor errou ao desviar do planejamento de auditoria existente, pois a etapa de planejamento não seria iterativa ou contínua. Erro: O planejamento de auditoria é iterativo e contínuo; novas circunstâncias (como denúncias midiáticas de alta materialidade) podem e devem levar a ajustes no planejamento. Além disso, não há no enunciado indicação de que existia um plano formal que foi abandonado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que o Diretor acertou ao destacar servidor independentemente da natureza da irregularidade, uma vez que os auditores devem se pautar pelo princípio da generalidade. Erro: A seleção do servidor deve considerar a natureza e a complexidade do trabalho, bem como a independência e objetividade do auditor. O princípio invocado (“generalidade”) não é adequado ao contexto; o correto seria atentar para a ameaça de familiaridade e a necessidade de supervisão adequada.
NÃO CAIA NESSA!
A alternativa A confunde “especialização” com “familiaridade prolongada”. Na auditoria, o rodízio periódico é recomendado justamente para evitar que o conhecimento excessivo de um mesmo ente comprometa o ceticismo. Já na alternativa E, o termo “generalidade” não é um princípio consagrado de auditoria; o que importa é a adequação da equipe ao risco e à complexidade.