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Questão de Auditoria Governamental — Controle Externo — FCC 2018

Auditoria GovernamentalControle Externo
Código
fc052330
Banca
FCC
Órgão
TCE-RS
Ano
2018
O ser humano acredita que os números se distribuem de forma uniforme na natureza e, por isso, ao manipular os valores de um banco de dados, uma pessoa leiga em geral não se preocupará com as frequências em que aparece o 1 ou o 2 ou demais dígitos como primeiro, segundo ou último dígito de um número. Contudo, existe uma metodologia capaz de indicar a possibilidade de manipulação dos dados. A metodologia se baseia na regularidade empírica conhecida como Lei de Benford.(Adaptado de: Seleção de Amostras de Auditoria pela Lei de Benford. São Paulo: IBRAOP, 2016, p. 5)O serviço de inteligência do Tribunal de Contas investigou os saldos das demonstrações contábeis de 497 municípios de um determinado Estado. Em seu relatório, indicou que foi extraído o primeiro dígito de cada saldo contábil e, após totalizadas as suas frequências, computou-se a estatística x² ao nível de confiança α apropriado. A hipótese nula, correspondente à aderência à Lei de Benford, foi rejeitada nos balanços de 50 municipalidades do universo pesquisado.Considerando o exposto, é correto afirmar:
  1. ASegundo tal teste, não é necessária a análise de 447 balanços para se assegurar que todas as eventuais manipulações na população foram encontradas.
  2. BSegundo tal teste, em 50 balanços foram encontradas manipulações nos saldos.
  3. CAs normas técnicas de auditoria deixaram de permitir o emprego de técnicas estatísticas como a sugerida.
  4. DAs normas técnicas de auditoria permitem o uso de amostragem, tanto a estatística quanto a não estatística.
  5. EÉ possível concluir, pelos dados apresentados, que o teste estatístico falhou e seu resultado não poderá ser aproveitado nos procedimentos de auditoria.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — As normas técnicas de auditoria permitem o uso de amostragem, tanto a estatística quanto a não estatística.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Auditoria Governamental: Lei de Benford e Amostragem

Gabarito: letra D. As normas técnicas de auditoria (como a NBC TA 530) permitem o uso de amostragem estatística e não estatística, sendo a Lei de Benford uma técnica estatística válida para indicar possíveis manipulações. As demais alternativas contêm erros de interpretação dos resultados do teste ou das normas.

Amostragem em auditoria (NBC TA 530)
  • 1Tipos permitidos
    • Estatística (ex.: Lei de Benford)
    • Não estatística
  • 2Interpretação do teste de Benford
    • Rejeição da hipótese nula
      • Indício de anomalia
      • Não confirma manipulação
    • Não rejeição da hipótese nula
      • Não elimina necessidade de análise
      • Apenas ausência de evidência ao nível α
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O teste rejeitou a hipótese nula em 50 municípios, mas isso não elimina a necessidade de análise dos demais 447. A não rejeição não significa ausência de manipulação; apenas que não há evidência estatística suficiente ao nível de significância adotado. Portanto, não se pode afirmar que a análise dos 447 é desnecessária.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A rejeição da hipótese nula indica que os dados dos 50 balanços não seguem a distribuição esperada pela Lei de Benford, o que pode ser indício de manipulação, mas não é uma confirmação definitiva. O teste estatístico não "encontra manipulações", apenas sinaliza anomalias que merecem investigação adicional.

Alternativa C — ❌ Incorreta

As normas de auditoria, como a NBC TA 530, expressamente permitem o uso de amostragem estatística e não estatística. A Lei de Benford é uma técnica estatística aceita em procedimentos de auditoria. Não há vedação nas normas técnicas.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

As normas técnicas de auditoria (ex.: NBC TA 530 – Amostragem em Auditoria) preveem que o auditor pode utilizar tanto amostragem estatística quanto não estatística, desde que adequadas ao contexto. A Lei de Benford é um método estatístico que pode ser empregado para identificar indícios de manipulação, estando em conformidade com as normas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O teste não falhou; ele produziu um resultado (rejeição em 50 municípios) que é válido e pode ser utilizado para direcionar os procedimentos de auditoria. O fato de a hipótese nula ter sido rejeitada em parte da amostra não invalida o teste; ao contrário, fornece informação útil.

NÃO CAIA NESSA!

A banca testa a interpretação dos resultados de um teste estatístico. O aluno pode confundir "rejeição da hipótese nula" com "comprovação de manipulação" (alternativa B) ou pensar que a não rejeição nos demais casos dispensa análise (alternativa A). Lembre-se: o teste apenas indica indícios, não certezas.

PEGA ESSA DICA!

Em auditoria, técnicas estatísticas como a Lei de Benford são ferramentas de indiciamento, não de prova. Sempre associe a rejeição da hipótese nula a "anomalia a ser investigada" e não a "manipulação confirmada". As normas de auditoria (NBC TA 530) permitem livre escolha entre amostragem estatística e não estatística, desde que tecnicamente justificada.

Gabarito: letra D.

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