Questão de Auditoria — Processo de Auditoria — FCC 2018
Auditoria›Processo de Auditoria
Código
fc052332
Banca
FCC
Órgão
TCE-RS
Ano
2018
O controle que funciona é o controle preventivo, o controle substantivo, que elege prioridades e acompanha paripassu a execução de projetos. O controle que funciona é aquele que orienta, esclarece e alerta, que concentra e aprofunda sua fiscalização naquilo que é essencial, mediante critérios de materialidade, relevância, risco e oportunidade.(LIMA, Luiz Henrique. O Controle da Responsabilidade Fiscal e os Desafios para os Tribunais de Contas em Tempos de Crise. In: LIMA, Luiz Henrique; DE OLIVEIRA, Weder; CAMARGO, João Batista. Contas Governamentais e Responsabilidade Fiscal: Desafios para o Controle Externo. Belo Horizonte: Fórum, 2017, p.135)Acerca da materialidade e planejamento em auditoria, assevera-se:
AO planejamento, como etapa antecedente e isolada da auditoria, consiste primeiramente na identificação dos riscos de distorções relevantes e subsequentemente na determinação da materialidade.
BÉ possível, na ponderação de materialidade, estabelecer um valor abaixo do qual as distorções não corrigidas, individualmente ou em conjunto, serão sempre avaliadas como não relevantes.
CIndependentemente das informações reveladas no transcurso da auditoria, é importante que o auditor não revise a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo.
DNo controle de legalidade que faz o Tribunal de Contas, não se deve levar em conta a materialidade, pois todas as transações devem ser individualmente apreciadas.
EA avaliação de relevância de eventuais distorções é o fundamento para determinação da época, extensão e natureza de procedimentos a aplicar.
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GabaritoE — A avaliação de relevância de eventuais distorções é o fundamento para determinação da época, extensão e natureza de procedimentos a aplicar.
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Materialidade e Planejamento em Auditoria
Gabarito: letra E. A alternativa E está correta porque a avaliação de relevância (materialidade) é o fundamento para determinar a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria, conforme o padrão da NBC TA 330, que estabelece que o auditor deve planejar e executar procedimentos adicionais com base nos riscos avaliados de distorção relevante.
A questão aborda a relação entre materialidade, planejamento e execução de auditoria, e cobra o entendimento de conceitos básicos das normas de auditoria (NBC TA 320 e NBC TA 330).
Critério
Alternativa A
Alternativa B
Alternativa C
Alternativa D
Alternativa E
Conteúdo
Planejamento como etapa antecedente e isolada; ordem inversa (risco antes da materialidade).
Estabelecer valor abaixo do qual distorções são sempre não relevantes.
O auditor não deve revisar a materialidade.
No controle de legalidade do TC, não se deve levar em conta a materialidade.
Avaliação de relevância é fundamento para determinar época, extensão e natureza dos procedimentos.
Correção
❌ Incorreta
❌ Incorreta
❌ Incorreta
❌ Incorreta
✅ Correta
Justificativa
O planejamento é contínuo e interativo; a materialidade antecede a avaliação de riscos.
A afirmação é absoluta demais; distorções imateriais podem se tornar relevantes quando somadas.
A NBC TA 320 exige revisão da materialidade quando novas informações relevantes surgem.
O texto introdutório e a Lei 14.133/2021 determinam o uso de materialidade pelos Tribunais de Contas.
Conforme a NBC TA 330, a materialidade (relevância) orienta a natureza, época e extensão dos procedimentos de auditoria.
1Determinar materialidade
2Identificar riscos de distorção
3Definir natureza, época e extensão
4Executar procedimentos
5Revisar materialidade (se necessário)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O planejamento não é uma etapa antecedente e isolada; ele é contínuo e interativo. Além disso, a determinação da materialidade antecede a identificação dos riscos de distorção relevante, pois a materialidade serve de base para a avaliação de riscos. A ordem inversa apresentada está errada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Embora exista o conceito de "clearly trivial" (diferença claramente trivial) que pode ser estabelecido como um valor abaixo do qual distorções não são acumuladas, a afirmação de que serão "sempre avaliadas como não relevantes" é absoluta demais. A auditoria considera que distorções individuais imateriais podem se tornar relevantes quando somadas, e o julgamento profissional sempre se aplica. A norma não permite uma regra fixa e invariável.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A NBC TA 320 exige que o auditor revise a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo sempre que tomar conhecimento de informações que, se conhecidas anteriormente, teriam levado a uma determinação diferente do valor da materialidade. Portanto, a afirmação de que o auditor não deve revisar a materialidade é falsa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O texto introdutório da questão já afirma que o controle deve usar critérios de materialidade, relevância, risco e oportunidade. A Lei 14.133/2021, art. 170, também determina que os órgãos de controle adotarão esses critérios. Assim, no controle de legalidade exercido pelos Tribunais de Contas, a materialidade é sim relevante, não sendo necessário apreciar individualmente todas as transações.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A avaliação de relevância (materialidade) é a base para definir como proceder: a natureza (tipo de procedimento), a época (quando executar) e a extensão (quantidade de evidências) dos procedimentos de auditoria. Isso está alinhado com a NBC TA 330, que estabelece que a resposta do auditor aos riscos avaliados deve ser planejada com base na materialidade e no risco.
➡️ Portanto, a única alternativa consistente com as normas de auditoria é a letra E.