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Questão de Português — Crase — FCC 2018

PortuguêsCrase
Código
fc052623
Banca
FCC
Órgão
TRT - 6ª Região (PE)
Ano
2018
A um segmento do texto segue-se uma nova redação, em que se mantêm a correção e a lógica, em:
  1. AAs reportagens e os testemunhos coligidos por Martel são representativos de uma realidade // Martel levou em consideração reportagens e testemunhos inerentes à uma realidade
  2. BA distinção entre preço e valor se apagou // Não se observam mais a diferença entre valores e preços
  3. Ca sociologia e a filosofia ainda não tinham se atrevido a reconhecer // a sociologia e a filosofia ainda não haviam tido a ousadia de admitir
  4. DPara essa nova cultura são essenciais a produção industrial maciça e o sucesso comercial // À essa nova cultura não pode faltar, a produção industrial maciça e o sucesso comercial
  5. Ejá ficou para trás, defasada pela voragem de nosso tempo // já é ultrapassada, devido a defasagem arrebatada pela época atual
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GabaritoC — a sociologia e a filosofia ainda não tinham se atrevido a reconhecer // a sociologia e a filosofia ainda não haviam tido a ousadia de admitir

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescritura com correção e lógica – Crase, concordância e regência

Gabarito: letra C. A única reescritura que preserva o sentido e não comete erro gramatical é a alternativa C: "a sociologia e a filosofia ainda não haviam tido a ousadia de admitir" — mantém a correção (tempo composto, concordância plural) e o significado original. As demais falham por crase indevida, erro de concordância ou alteração de sentido.

O texto original (2º parágrafo) afirma:

"As reportagens e os testemunhos coligidos por Martel são representativos de uma realidade que a sociologia e a filosofia ainda não tinham se atrevido a reconhecer."

A reescrita proposta em C substitui "tinham se atrevido a reconhecer" por "haviam tido a ousadia de admitir", com equivalência lógica (atrever-se = ter ousadia; reconhecer = admitir) e sem violar regras gramaticais.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"Martel levou em consideração reportagens e testemunhos inerentes à uma realidade"

Erro: crase indevida. O correto seria "inerentes a uma realidade", pois "uma" é artigo indefinido e não admite crase (preposição 'a' + artigo 'a' fundidos). Além disso, a reescrita muda o sentido: o original afirma que as reportagens são representativos de uma realidade; a nova diz que Martel levou em consideração — não há equivalência.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Não se observam mais a diferença entre valores e preços"

Erro: concordância verbal. O sujeito "a diferença" é singular → verbo deve ficar no singular: "Não se observa mais a diferença". Além disso, a troca de "distinção entre preço e valor" por "diferença entre valores e preços" altera o sentido (singular → plural) e desvirtua a ideia original.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"a sociologia e a filosofia ainda não haviam tido a ousadia de admitir"

Correta. Mantém a estrutura "não + verbo auxiliar (haviam) + particípio (tido) + complemento (a ousadia de admitir)". O tempo composto substitui o pretérito mais-que-perfeito composto original sem prejuízo lógico. Concordância correta (sujeito composto plural → "haviam").

Alternativa D — ❌ Incorreta

"À essa nova cultura não pode faltar, a produção industrial maciça e o sucesso comercial"

Erro: crase antes de pronome demonstrativo. "À essa" é incorreto: o pronome "essa" não admite artigo; o correto é "A essa" (preposição apenas). Além disso, o verbo "pode" deveria concordar com o sujeito composto plural: "podem faltar". A pontuação (vírgula após "faltar") também é inadequada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"já é ultrapassada, devido a defasagem arrebatada pela época atual"

Erro: crase e mudança de sentido. O correto seria "devido à defasagem" (preposição 'a' + artigo 'a' fundidos). Além disso, "arrebatada pela época atual" não equivale a "defasada pela voragem de nosso tempo" — o original fala de voragem (impeto destruidor); a reescrita introduz "arrebatada" (tomada à força), alterando o sentido.

NÃO CAIA NESSA!

A banca mescla erros de crase (A, D, E), concordância (B, D) e equivalência semântica (A, B, E) para testar domínio simultâneo de múltiplos aspectos. A alternativa C é a única que acerta tudo: crase não se aplica, concordância plural correta, e sentido preservado.

PEGA ESSA DICA!

Troque 'a' por 'para a'; se funcionar, há crase

Teste de crase: substitua o 'a' por 'para a'. Se a frase mantém sentido, há crase (ex.: Vou à/para a escola).

— Crase — teste de substituição

Gabarito: letra C

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