O verbo que pode ser flexionado em uma forma do plural, sem que nenhuma outra modificação seja feita na frase, encontra-se em:
AA maioria das pessoas não consome hoje outra forma de cultura...
BA distinção entre preço e valor se apagou.
C... a cultura do grande público arrebatou a vida cultural à pequena minoria...
DEm um trabalho de Gilles Lipovetsky e Jean Serroy, defende-se a ideia de que...
E... a cultura-mundo, que (...) cria denominadores culturais...
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GabaritoA — A maioria das pessoas não consome hoje outra forma de cultura...
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Flexão verbal de número com sujeito partitivo
Gabarito: letra A. O verbo "consome" em "A maioria das pessoas não consome..." pode ser flexionado no plural ("consomem") sem qualquer outra alteração na frase, porque o sujeito é uma expressão partitiva (a maioria de + plural), que admite concordância tanto no singular quanto no plural (concordância atrativa). Nas demais alternativas, a passagem para o plural exigiria alteração no sujeito ou em outro termo.
Concordância com partitivo
1Sujeito: "a maioria de" + plural
Singular (núcleo)
Plural (atrativa)
2Verbo flexiona sem alterar frase
3Demais casos
Sujeito singular → verbo singular
Pluralizar verbo exige alterar sujeito
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"A maioria das pessoas não consome hoje outra forma de cultura..."
O sujeito "a maioria das pessoas" tem núcleo singular ("maioria"), mas a gramática permite que o verbo concorde no plural com o termo posposto "pessoas". Assim, podemos escrever "não consomem" sem precisar modificar mais nada — a frase continua gramatical e semanticamente correta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"A distinção entre preço e valor se apagou."
O núcleo do sujeito é "distinção" (singular). Se o verbo fosse para o plural ("apagaram"), o sujeito também precisaria ir para o plural ("as distinções") ou a frase perderia a concordância. Logo, não é possível flexionar apenas o verbo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"... a cultura do grande público arrebatou a vida cultural à pequena minoria..."
Novamente, sujeito singular ("a cultura"). Pluralizar o verbo ("arrebataram") sem alterar o sujeito quebra a concordância.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"... defende-se a ideia de que..."
A estrutura é voz passiva sintética (verbo + se). O sujeito é "a ideia" (singular). Para pluralizar o verbo ("defendem-se"), o sujeito teria que ir para o plural ("as ideias"), o que altera a frase. Mantendo "a ideia", o singular é obrigatório.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"... a cultura-mundo, que (...) cria denominadores culturais..."
O pronome relativo "que" retoma "a cultura-mundo" (singular). Pluralizar o verbo ("criam") exigiria que o antecedente fosse plural, o que não ocorre.
💡 Dica: Em expressões como "a maioria de", "grande parte de", "a maior parte de" seguidas de substantivo no plural, a concordância pode ser feita com o núcleo (singular) ou com o termo plural (concordância atrativa). É um dos poucos casos em que o verbo pode variar sem mudar a estrutura da oração.
🎯 Pegadinha: A banca testa se o candidato conhece essa flexibilidade. Muitos pensam que "maioria" exige sempre o singular, mas a norma culta admite o plural quando o complemento está no plural (concordância ideológica).
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.