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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2018

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc052637
Banca
FCC
Órgão
TRT - 6ª Região (PE)
Ano
2018
No contexto, a frase sem a capacidade de sonhar, os fatos não subsistem e se tornam pó deve ser entendida em apoio à iniciativa de José Castello de escrever um livro de modo a
  1. Atomar as crônicas de Rubem Braga como matéria para uma entrevista que só ocorreu na imaginação do autor.
  2. Bconsiderar as crônicas de Rubem Braga como modelos para escrever outras crônicas, igualmente poéticas e talentosas.
  3. Cinventar acontecimentos que ganham importância ao serem referidos à vida pessoal de Rubem Braga.
  4. Dcriar um conjunto de crônicas que, pelos temas e estilo, pudessem ser atribuídas a Rubem Braga.
  5. Erefazer uma biografia de Rubem Braga, voltando-se para a imaginação e ignorando os fatos realmente vividos pelo cronista.
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GabaritoA — tomar as crônicas de Rubem Braga como matéria para uma entrevista que só ocorreu na imaginação do autor.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interpretação textual: a frase que apoia a iniciativa de Castello

Gabarito: letra A. A frase "sem a capacidade de sonhar, os fatos não subsistem e se tornam pó" é usada por José Castello para justificar sua abordagem ao escrever o livro: tomar as crônicas de Rubem Braga como se fossem uma entrevista imaginária. O texto afirma que as crônicas são cimentadas pelo lirismo e pela imaginação, e que a "mentira bem dita" molda a verdade perdida. Isso se alinha diretamente à alternativa A.

"Tomei então uma decisão: resolvi usar as crônicas como se fossem uma longa e sincera entrevista que Braga tivesse me concedido antes de morrer."

A frase citada no comando está no parágrafo seguinte, que explica que os fatos precisam da imaginação para subsistir. Portanto, a iniciativa de Castello de criar uma entrevista fictícia é apoiada por essa ideia.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa parafraseia corretamente a intenção do autor: usar as crônicas como matéria para uma entrevista que só existiu na imaginação. O texto comprova: "resolvi usar as crônicas como se fossem uma longa e sincera entrevista que Braga tivesse me concedido antes de morrer" – claramente uma construção imaginária.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que Castello tomou as crônicas como modelos para escrever outras crônicas. O texto não diz isso; Castello escreveu um livro sobre Braga, não novas crônicas. Erro: extrapolação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Inventar acontecimentos que ganham importância ao serem referidos à vida pessoal de Rubem Braga." O texto fala em "evocação" e "recriação", mas não em inventar acontecimentos. Além disso, a frase citada não apoia essa ideia. Erro: extrapolação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Criar um conjunto de crônicas que, pelos temas e estilo, pudessem ser atribuídas a Rubem Braga." Castello não escreveu crônicas atribuíveis a Braga; ele escreveu um livro sobre Braga. Erro: extrapolação e contradiz o texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Refazer uma biografia de Rubem Braga, voltando-se para a imaginação e ignorando os fatos realmente vividos pelo cronista." O texto diz que o livro não é uma biografia clássica, mas não ignora os fatos – afirma que as vidas são feitas de fatos e do modo como os torneamos. Ignorar fatos seria uma distorção. Erro: contradiz o texto.


Conclusão: A única alternativa que se apoia diretamente na frase e no contexto é a letra A. A banca explora a tendência de extrapolar com opções que parecem próximas, mas que acrescentam ou contradizem o texto.

NÃO CAIA NESSA!

A banca usa a ideia de "imaginação" para sugerir que Castello ignorou fatos (E) ou inventou acontecimentos (C), mas o texto afirma que a imaginação molda os fatos, não os substitui.

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