Caracterização de Rubem Braga no texto de José Castello
Gabarito: letra C. O texto afirma que os acontecimentos (fatos) são matéria-prima, mas ganham sentido e interesse quando cimentados pela imaginação (lirismo e capacidade de sonhar). A alternativa C parafraseia essa ideia ao dizer que 'os acontecimentos ganham sentido e interesse na medida em que sejam trabalhados pela força da imaginação'. A passagem central é: 'essas toneladas de acontecimentos estão cimentadas pela força do lirismo e de vasta imaginação, ou simplesmente desmoronariam. (...) sem a capacidade de sonhar, os fatos não subsistem e se tornam pó.'
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a fidedignidade aos fatos deve ser a preocupação maior. O texto, porém, diz que a maior parte dos relatos 'não tem a pretensão de ser uma reconstituição fiel dos fatos, mas apenas sua evocação'. Logo, a fidelidade não é a maior preocupação; a imaginação é essencial. Erro: contradiz o texto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que a capacidade de sonhar deve restringir-se ao mundo da imaginação, sem contato com as vivências. O texto, ao contrário, afirma que os fatos são matéria-prima e a imaginação os cimenta, ou seja, há contato direto. Erro: contradiz o texto.
Alternativa C — ✅ Correta
Parafraseia corretamente a tese do autor: os acontecimentos ganham sentido e interesse quando trabalhados pela imaginação. Como dito: 'os fatos não subsistem e se tornam pó' sem a capacidade de sonhar.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Menciona que os fatos dignos de representação são os excepcionais. O texto não faz essa restrição; fala de 'toneladas de acontecimentos' sem qualificá-los como excepcionais. Erro: extrapolação (acrescenta informação não presente).
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que as crônicas devem burilar a imaginação para mostrar que tudo é fantasia. O texto diz que a 'mentira bem dita é capaz de moldar a verdade perdida', o que não reduz tudo a fantasia; a verdade perdida existe. Erro: extrapolação.
Conclusão: A única alternativa inteiramente sustentada pelo texto é a C, que expressa a ideia central de que a imaginação dá sentido aos fatos.