Com relação aos gastos públicos, pode-se dizer que, no século XX,
Ao mundo não presenciou aumento de sua participação no PIB, com exceção do Brasil.
Bos países europeus, destacando-se a Alemanha, reduziram fortemente os gastos públicos ao longo do período.
Cverifica-se aumento proporcional ao PIB em vários países, distribuído ao longo do período.
Dseu aumento ocorre em vários países, porém apenas na primeira metade do século, no contexto do fortalecimento do modelo de economia do bem-estar.
Esua redução foi generalizada no mundo todo, nas últimas décadas do século, o que pode ser atribuído às diversas crises ocorridas, destacando-se a crise do petróleo.
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GabaritoC — verifica-se aumento proporcional ao PIB em vários países, distribuído ao longo do período.
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Gastos públicos no século XX: tendência histórica
Gabarito: letra C. No século XX, os gastos públicos cresceram de forma proporcional ao PIB em diversos países, de maneira gradual e distribuída ao longo do período — fenômeno associado à expansão do Estado de bem-estar social, ao aumento da demanda por serviços públicos e às políticas keynesianas pós-1929. Essa é a leitura histórica consolidada, e a alternativa C a reproduz corretamente.
O século XX foi marcado por uma transformação profunda no papel do Estado. No início do período, os gastos públicos eram relativamente baixos, concentrando-se em funções clássicas (defesa, justiça, administração). Ao longo do século, porém, o Estado assumiu crescentes responsabilidades: previdência social, saúde, educação, infraestrutura, regulação econômica e políticas de estabilização. Esse movimento foi impulsionado por fatores como a Grande Depressão de 1929, a Segunda Guerra Mundial, a consolidação do Estado de bem-estar na Europa e a adoção de políticas keynesianas de gestão da demanda agregada.
O resultado foi um aumento contínuo e generalizado da participação dos gastos públicos no PIB, embora com ritmos distintos entre países. Nos países desenvolvidos, especialmente na Europa, essa participação cresceu de forma expressiva, atingindo patamares elevados na segunda metade do século. Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, também houve crescimento, ainda que com oscilações e particularidades. A alternativa C captura exatamente essa tendência: aumento proporcional ao PIB em vários países, distribuído ao longo do período.
A banca explora aqui um conhecimento de história econômica e finanças públicas: a evolução secular do tamanho do Estado. É uma questão de interpretação de tendência histórica, não de cálculo ou de dispositivo legal. O candidato precisa reconhecer o padrão geral de crescimento dos gastos públicos no século XX, sem se deixar levar por afirmações absolutas ou localizadas no tempo.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o mundo não presenciou aumento da participação dos gastos no PIB, com exceção do Brasil. É o oposto da realidade: houve aumento generalizado, não apenas no Brasil. A exceção brasileira não existe — o Brasil também seguiu a tendência de crescimento, embora com particularidades. O erro está em inverter o fenômeno: o aumento foi a regra, não a exceção.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que os países europeus, destacando-se a Alemanha, reduziram fortemente os gastos públicos ao longo do período. É o contrário: a Europa foi justamente a região onde o Estado de bem-estar mais se expandiu, com forte aumento dos gastos públicos como proporção do PIB, especialmente após a Segunda Guerra Mundial. A Alemanha, embora tenha passado por períodos de ajuste, não reduziu "fortemente" seus gastos no conjunto do século.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa correta afirma que se verifica aumento proporcional ao PIB em vários países, distribuído ao longo do período. Isso corresponde à tendência histórica: crescimento gradual e generalizado dos gastos públicos como fração do PIB, ao longo de todo o século XX, com ritmos e intensidades variados entre países. É a síntese correta do fenômeno.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o aumento ocorre apenas na primeira metade do século, no contexto do fortalecimento do modelo de economia do bem-estar. Há dois erros: (1) o aumento não se restringiu à primeira metade — continuou e se intensificou na segunda metade, com a consolidação do welfare state; (2) o fortalecimento do Estado de bem-estar se deu principalmente após a Segunda Guerra Mundial, ou seja, na segunda metade do século, não na primeira.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que a redução foi generalizada no mundo todo nas últimas décadas do século, atribuída às crises, destacando-se a crise do petróleo. Embora tenha havido movimentos de contenção fiscal e reformas do Estado nas décadas de 1980 e 1990, não houve redução generalizada dos gastos públicos como proporção do PIB. Em muitos países, os gastos continuaram elevados ou até cresceram. A crise do petróleo (1973 e 1979) gerou pressões fiscais, mas não uma redução generalizada.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato com afirmações absolutas e localizadas no tempo. A alternativa E, por exemplo, mistura um fato real (as crises do petróleo) com uma consequência falsa (redução generalizada dos gastos). O candidato que lembra das crises pode ser tentado a marcar E, mas a tendência histórica é de aumento, não de redução. Fique atento: quando a alternativa traz "apenas", "somente", "generalizada", "fortemente", desconfie — a realidade histórica raramente é tão categórica.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de história econômica, foque nas tendências de longo prazo, não em episódios isolados. O século XX é marcado pela expansão do Estado, e qualquer alternativa que sugira redução generalizada ou aumento restrito a um período deve ser vista com suspeita. Memorize o padrão: crescimento dos gastos públicos como proporção do PIB, com aceleração após 1929 e após 1945.