Discurso indireto da fala da cronista
Gabarito: letra B. A única alternativa que mantém o sentido original ("vi na TV uma reportagem que me horrorizou") no discurso indireto, com a correta transposição de tempos verbais e pessoa, é a B: "disse ter ficado horrorizada com uma reportagem que vira na TV". O verbo "vi" (pretérito perfeito) torna-se "vira" (mais-que-perfeito) ou a locução "ter visto"; o pronome "me" torna-se "a" (terceira pessoa) e "horrorizou" vira "horrorizada" no particípio. As demais alternativas erram na pessoa, no tempo ou na estrutura.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"disse que lhe horrorizava uma reportagem que viram na TV" – O verbo "horrorizava" está no imperfeito, não no perfeito; "viram" está na 3ª pessoa do plural, quando o sujeito é singular ("eu" → "ela"). Erro: troca de pessoa e tempo verbal.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"disse ter ficado horrorizada com uma reportagem que vira na TV" – Correta transposição: "vi" → "vira" (ou "tinha visto"); "me horrorizou" → "ficou horrorizada". A estrutura "disse ter + particípio" é própria do discurso indireto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"afirma que uma reportagem que viu na TV a deixará horrorizada" – "afirma" está no presente do indicativo, mas o original é passado; "deixará" é futuro, inadequado. A cronista não fala no presente nem projeta futuro. Erro: tempo verbal inadequado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"afirmou que veem uma reportagem na TV que lhe horrorizaria" – "veem" (presente do indicativo, 3ª pessoa do plural) não corresponde a "vi" (1ª pessoa singular, pretérito perfeito); "horrorizaria" (futuro do pretérito) não expressa o fato passado. Erro: pessoa e tempo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"afirma que uma reportagem onde teria visto na TV tinha horrorizado-lhe" – "afirma" presente; "onde" é pronome relativo inadequado para "reportagem" (deveria ser "que"); "teria visto" (futuro do pretérito) não reflete o passado; a colocação pronominal "horrorizado-lhe" é equivocada. Erro: vários desvios.
Gabarito: letra B