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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2019

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc053051
Banca
FCC
Órgão
Câmara de Fortaleza - CE
Ano
2019
Cargo
Consultor Técnico Jurídico
Quanto à linguagem do texto, afirma-se corretamente:
  1. ANo trecho Me deu pena, horror, sei lá, (4° parágrafo) observa-se uso de linguagem coloquial.
  2. BPor se tratar de linguagem escrita, a crônica de Queiroz segue o padrão formal culto da linguagem.
  3. CA expressão “a gente” em a gente tinha a impressão absoluta de que assistia a uma cena de animação (4° parágrafo) é exemplo de variação regional da linguagem, que ocorre de acordo com o local geográfico onde o falante se encontra.
  4. DPara criar sensação de intimidade com o leitor, a autora recorre a gírias, como no trecho Falsificar com tanta impudência as criações da natureza, e pra quê! (final do texto)
  5. EPor se tratar de linguagem informal, o emprego das vírgulas desrespeita as normas gramaticais no trecho É um galpão imenso, maior do que qualquer aeroporto, coberto por uma espécie de cúpula oblonga, de plástico (3° parágrafo).
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GabaritoA — No trecho Me deu pena, horror, sei lá, (4° parágrafo) observa-se uso de linguagem coloquial.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise da linguagem do texto – crônica de Rachel Queiroz

Gabarito: letra A. A alternativa A é a única correta porque identifica corretamente o uso de linguagem coloquial no trecho "Me deu pena, horror, sei lá" (4° parágrafo). O texto é uma crônica com marcas de informalidade, e a expressão "Me deu" (em vez de "Deu-me") e "sei lá" são coloquialismos evidentes. As demais alternativas cometem erros ao afirmar formalidade, confundir coloquialismo com regionalismo ou gíria, ou alegar erro de pontuação inexistente.

Alternativa

Afirmação sobre a linguagem do texto

Correção

Justificativa

A

No trecho "Me deu pena, horror, sei lá" (4º parágrafo) observa-se uso de linguagem coloquial.

✅ Correta

"Me deu" (próclise coloquial) e "sei lá" são marcas de informalidade típicas da crônica.

B

Por se tratar de linguagem escrita, a crônica de Queiroz segue o padrão formal culto da linguagem.

❌ Incorreta

O texto possui elementos informais como "a gente", "sei lá" e "pra quê", contrariando o padrão formal culto.

C

A expressão "a gente" em "a gente tinha a impressão absoluta de que assistia a uma cena de animação" (4º parágrafo) é exemplo de variação regional da linguagem.

❌ Incorreta

"A gente" é coloquialismo de uso nacional, não variação regional.

D

Para criar sensação de intimidade com o leitor, a autora recorre a gírias, como no trecho "Falsificar com tanta impudência as criações da natureza, e pra quê!" (final do texto).

❌ Incorreta

"Pra quê" é contração informal, não gíria; o trecho ainda contém a palavra formal "impudência".

E

Por se tratar de linguagem informal, o emprego das vírgulas desrespeita as normas gramaticais no trecho "É um galpão imenso, maior do que qualquer aeroporto, coberto por uma espécie de cúpula oblonga, de plástico" (3º parágrafo).

❌ Incorreta

As vírgulas estão corretas (separam aposto e adjunto adnominal); informalidade não implica erro de pontuação.

Alternativa A — ✅ Correta

No trecho "Me deu pena, horror, sei lá" do 4º parágrafo, observam-se marcas típicas da linguagem coloquial: a próclise "Me deu" (preferida na oralidade), a interjeição "horror" e a expressão "sei lá", que é informal. A afirmativa está amparada no texto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A crônica de Rachel Queiroz não segue o padrão formal culto; ao contrário, há vários elementos informais, como "a gente" (4º parágrafo), "sei lá" e "pra quê" (final do texto). A afirmativa contradiz o texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"A gente" é uma forma coloquial de "nós", mas não é variação regional – é usada em todo o Brasil em contextos informais. A banca confunde coloquialismo com variação geográfica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Pra quê" é uma contração informal de "para quê", não uma gíria. Gírias são termos como "mó", "trampo", etc. Além disso, o trecho citado contém a palavra formal "impudência", mostrando que o texto não se vale de gírias.

Alternativa E — ❌ Incorreta

As vírgulas no trecho "É um galpão imenso, maior do que qualquer aeroporto, coberto por uma espécie de cúpula oblonga, de plástico" estão corretas segundo a gramática normativa: separam apostos e adjuntos. O uso informal da linguagem não implica desrespeito às regras de pontuação.

Gabarito: letra A.

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