Análise da linguagem do texto – crônica de Rachel Queiroz
Gabarito: letra A. A alternativa A é a única correta porque identifica corretamente o uso de linguagem coloquial no trecho "Me deu pena, horror, sei lá" (4° parágrafo). O texto é uma crônica com marcas de informalidade, e a expressão "Me deu" (em vez de "Deu-me") e "sei lá" são coloquialismos evidentes. As demais alternativas cometem erros ao afirmar formalidade, confundir coloquialismo com regionalismo ou gíria, ou alegar erro de pontuação inexistente.
Alternativa | Afirmação sobre a linguagem do texto | Correção | Justificativa |
|---|
A | No trecho "Me deu pena, horror, sei lá" (4º parágrafo) observa-se uso de linguagem coloquial. | ✅ Correta | "Me deu" (próclise coloquial) e "sei lá" são marcas de informalidade típicas da crônica. |
B | Por se tratar de linguagem escrita, a crônica de Queiroz segue o padrão formal culto da linguagem. | ❌ Incorreta | O texto possui elementos informais como "a gente", "sei lá" e "pra quê", contrariando o padrão formal culto. |
C | A expressão "a gente" em "a gente tinha a impressão absoluta de que assistia a uma cena de animação" (4º parágrafo) é exemplo de variação regional da linguagem. | ❌ Incorreta | "A gente" é coloquialismo de uso nacional, não variação regional. |
D | Para criar sensação de intimidade com o leitor, a autora recorre a gírias, como no trecho "Falsificar com tanta impudência as criações da natureza, e pra quê!" (final do texto). | ❌ Incorreta | "Pra quê" é contração informal, não gíria; o trecho ainda contém a palavra formal "impudência". |
E | Por se tratar de linguagem informal, o emprego das vírgulas desrespeita as normas gramaticais no trecho "É um galpão imenso, maior do que qualquer aeroporto, coberto por uma espécie de cúpula oblonga, de plástico" (3º parágrafo). | ❌ Incorreta | As vírgulas estão corretas (separam aposto e adjunto adnominal); informalidade não implica erro de pontuação. |
Alternativa A — ✅ Correta
No trecho "Me deu pena, horror, sei lá" do 4º parágrafo, observam-se marcas típicas da linguagem coloquial: a próclise "Me deu" (preferida na oralidade), a interjeição "horror" e a expressão "sei lá", que é informal. A afirmativa está amparada no texto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A crônica de Rachel Queiroz não segue o padrão formal culto; ao contrário, há vários elementos informais, como "a gente" (4º parágrafo), "sei lá" e "pra quê" (final do texto). A afirmativa contradiz o texto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"A gente" é uma forma coloquial de "nós", mas não é variação regional – é usada em todo o Brasil em contextos informais. A banca confunde coloquialismo com variação geográfica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Pra quê" é uma contração informal de "para quê", não uma gíria. Gírias são termos como "mó", "trampo", etc. Além disso, o trecho citado contém a palavra formal "impudência", mostrando que o texto não se vale de gírias.
Alternativa E — ❌ Incorreta
As vírgulas no trecho "É um galpão imenso, maior do que qualquer aeroporto, coberto por uma espécie de cúpula oblonga, de plástico" estão corretas segundo a gramática normativa: separam apostos e adjuntos. O uso informal da linguagem não implica desrespeito às regras de pontuação.
Gabarito: letra A.