Questão de Medicina — Endocrinologia — FCC 2019
- Código
- fc053164
- Banca
- FCC
- Órgão
- Câmara de Fortaleza - CE
- Ano
- 2019
- Cargo
- Médico Clínico Geral
- ATrauma abdominal.
- BSIDA.
- CDiabetes mellitus.
- DHipernefroma.
- ELúpus eritematoso sistêmico.
GabaritoC — Diabetes mellitus.
Gabarito: letra C. A pielonefrite enfisematosa é uma complicação rara e grave da infecção urinária, caracterizada pela presença de gás no parênquima renal. O fator de risco mais classicamente associado a essa condição é o diabetes mellitus, que predispõe a infecções urinárias complicadas e a formas atípicas como a pielonefrite enfisematosa (conforme evidenciado no material de apoio sobre ITU associada a DM).
Não há qualquer menção a trauma abdominal na história clínica. A pielonefrite enfisematosa é uma complicação infecciosa, não traumática.
Embora a imunossupressão seja um fator de risco para infecções urinárias, a associação clássica e mais forte da pielonefrite enfisematosa é com o diabetes mellitus, não com a SIDA.
O diabetes mellitus é o principal fator de risco para pielonefrite enfisematosa, conforme descrito no conteúdo de apoio: "a presença de DM leva a um maior risco de complicações, incluindo apresentações raras de ITU como cistite e pielonefrite enfisematosas". O paciente apresentado tem todos os elementos para esse diagnóstico: infecção urinária grave, E. coli multissensível e gás no rim à TC.
Hipernefroma é um tumor renal, não cursa com febre, leucocitúria, nitritos positivos ou pielonefrite enfisematosa. A TC mostrou pielonefrite, não massa tumoral.
Lúpus eritematoso sistêmico pode causar nefrite, mas não pielonefrite enfisematosa. O quadro é claramente infeccioso, com urocultura positiva e nitritos.
Em provas de endocrinologia, a pielonefrite enfisematosa é um clássico mnemônico para associação com diabetes mellitus. Memorize: "gas no rim = diabético".
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