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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2019

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc053209
Banca
FCC
Órgão
Câmara de Fortaleza - CE
Ano
2019
Cargo
Redator
Em linhas gerais, os sofistas foram mestres da retórica e da oratória, que ensinavam na pólis aos cidadãos interessados em dominar as técnicas do discurso. No entanto, eram constantemente acusados por Platão e por Aristóteles, por exemplo, de empregar sofismas, silogismos falsos, para impressionar os seus ouvintes. Referência semelhante sobre a sofística e sobre os sofistas está presente em:
  1. A[...] pretende trabalhar o fascínio enganador a que se presta a palavra, originando-se no pensamento de Empédocles, para daí passar a Górgias e depois a Isócrates. (1°parágrafo)
  2. B[...] já nesse momento nebuloso de suas origens, a disciplina conheceria duas linhagens [...]. (1° parágrafo)
  3. CA partir de fins do século V a. C., a retórica entra num período que ficou melhor documentado [...]. (2° parágrafo)
  4. D[...] uma demonstração técnica e racional do verossímil. (1° parágrafo)
  5. EDesse período são de destacar as obras de Platão [...]. (2° parágrafo)
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GabaritoA — [...] pretende trabalhar o fascínio enganador a que se presta a palavra, originando-se no pensamento de Empédocles, para daí passar a Górgias e depois a Isócrates. (1°parágrafo)

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Referência aos sofistas no texto

Gabarito: letra A. O trecho da alternativa A é o único que descreve a retórica como "fascínio enganador", o que se alinha diretamente com a acusação feita a Platão e Aristóteles de que os sofistas usavam sofismas para impressionar os ouvintes.

A questão pede que se identifique, no texto, passagem que faça referência semelhante à sofística e aos sofistas, descritos no enunciado como mestres da retórica que empregavam silogismos falsos para impressionar. O texto apresenta duas linhagens da retórica: uma técnica/racional e outra que explora o "fascínio enganador" da palavra. Essa segunda linhagem é a que corresponde à crítica dos filósofos.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"[...] pretende trabalhar o fascínio enganador a que se presta a palavra, originando-se no pensamento de Empédocles, para daí passar a Górgias e depois a Isócrates."

A expressão "fascínio enganador" é a chave: ela remete exatamente ao emprego de sofismas (argumentos falsos) com o objetivo de impressionar e seduzir o ouvinte, tal como descrito no enunciado sobre os sofistas. A linhagem psicagógica ("condução da alma") é apresentada como exploração do potencial de sedução da palavra, aquém ou além de sua inteligibilidade. Portanto, a alternativa A é a que melhor corresponde à ideia de sofística ligada ao engano persuasivo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"[...] já nesse momento nebuloso de suas origens, a disciplina conheceria duas linhagens [...]."

O trecho apenas informa que a retórica já tinha duas linhagens desde o início, sem especificar qualquer delas como enganosa. Não há referência direta ao uso de sofismas ou ao fascínio enganador. Erro: tangencia o tema (fala das origens, não do conteúdo das linhagens).

Alternativa C — ❌ Incorreta

"A partir de fins do século V a. C., a retórica entra num período que ficou melhor documentado [...]."

Essa passagem trata da documentação histórica da retórica, não do seu caráter enganoso ou dos sofistas. Erro: foge ao tema (não aborda a sofística).

Alternativa D — ❌ Incorreta

"[...] uma demonstração técnica e racional do verossímil."

Essa é a primeira linhagem, descrita como técnica e racional, oposta ao "fascínio enganador". O enunciado fala de sofismas e falsos silogismos, que pertencem à segunda linhagem. Portanto, o trecho D expressa exatamente o contrário do que se busca. Erro: contradiz o texto (a banca quer a referência ao engano, não à técnica racional).

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Desse período são de destacar as obras de Platão [...]."

O trecho menciona Platão e Aristóteles, mas sem associá-los à acusação de sofismas. Apenas diz que Platão reagiu contra a retórica como hipertrofia sedutora ou a avaliou positivamente quando identificada com a dialética. Não há menção explícita aos sofistas nem ao emprego de argumentos falsos. Erro: afirmação incompleta (não captura a ideia central de engano).

NÃO CAIA NESSA!

A banca pode tentar confundir com a alternativa D, que descreve a linhagem oposta (racional). Atenção ao comando: "referência semelhante sobre a sofística" – a sofística é associada ao engano, não à técnica racional.

Conclusão: A única alternativa que expressa a ideia de fascínio enganador, condizente com a acusação aos sofistas, é a letra A.

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