ADeriva do discurso direto, com o intuito de criar intertextualidade.
BDecorre de situações diferentes, entre elas a referência de título e a citação.
CFere, em ‘comunicados’, o uso normativo desse sinal gráfico.
DÉ reservado à citação de outro autor, como argumento de autoridade.
ETenciona, em “bancária”, realçar um termo deslocado de seu sentido denotativo.
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GabaritoE — Tenciona, em “bancária”, realçar um termo deslocado de seu sentido denotativo.
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Uso de aspas no texto de Paulo Freire
Gabarito: letra E. A alternativa E é a única inteiramente sustentada pelo texto. As aspas em “bancária” têm a função de realçar um termo empregado em sentido figurado (deslocado de seu sentido denotativo), pois Freire usa a metáfora bancária para criticar a educação tradicional. O texto afirma: “Paulo Freire critica aquilo que chama de uma visão ‘bancária’ da educação”. O contexto mostra que o termo é usado metaforicamente, e as aspas sinalizam esse deslocamento de sentido.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre as funções das aspas. Muitos candidatos associam aspas exclusivamente a citações diretas, mas elas também podem indicar sentido figurado, ironia, ou destaque de neologismos. Aqui, “bancária” não é citação de outro autor, é termo cunhado pelo próprio Freire.
Alternativa
Afirmação sobre o uso de aspas
Análise
Conclusão
A
Deriva do discurso direto, com o intuito de criar intertextualidade.
Generaliza: “bancária” não é discurso direto.
❌ Incorreta
B
Decorre de situações diferentes, entre elas a referência de título e a citação.
O texto não usa aspas para títulos.
❌ Incorreta
C
Fere, em ‘comunicados’, o uso normativo desse sinal gráfico.
O uso de aspas simples é normativo e não viola a regra.
❌ Incorreta
D
É reservado à citação de outro autor, como argumento de autoridade.
“Bancária” não é citação de outro autor.
❌ Incorreta
E
Tenciona, em “bancária”, realçar um termo deslocado de seu sentido denotativo.
Sustentado pelo texto: uso metafórico do termo.
✅ Correta
Alternativa A — ❌ Incorreta
Deriva do discurso direto, com o intuito de criar intertextualidade.
Erro: generalização. Nem todas as aspas do texto derivam de discurso direto. O termo “bancária” não é uma fala reproduzida, mas sim um conceito destacado. Apenas o longo trecho final entre aspas é discurso direto (citação). Afirmar que todas as ocorrências derivam do discurso direto é extrapolar.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Decorre de situações diferentes, entre elas a referência de título e a citação.
Erro: fora do escopo. O texto não usa aspas para destacar títulos. O título “Pedagogia do oprimido” aparece sem aspas. Há apenas uma citação direta (último parágrafo) e o destaque de “bancária”. Assim, a menção a “referência de título” é informação que não se encontra no texto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Fere, em ‘comunicados’, o uso normativo desse sinal gráfico.
Erro: contradiz o texto. O uso de aspas simples em ‘comunicados’ é perfeitamente aceito pela norma padrão para destacar termos ou indicar sentido especial. Não há violação alguma. A alternativa afirma o contrário do que é correto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
É reservado à citação de outro autor, como argumento de autoridade.
Erro: generalização indevida. As aspas em “bancária” não são citação de outro autor; são destaque de um termo do próprio autor. A função de aspas não se restringe a citações; pode também indicar neologismo, ironia ou sentido figurado. O texto comprova que há pelo menos dois usos diferentes.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Tenciona, em “bancária”, realçar um termo deslocado de seu sentido denotativo.
Correta porque: o termo “bancária” no contexto é usado metaforicamente (educação bancária = depósito de informações). O sentido denotativo de “bancário” é relativo a banco, mas aqui é aplicado à pedagogia. As aspas sinalizam exatamente esse deslocamento. O texto afirma que Freire “crítica aquilo que chama de uma visão ‘bancária’ da educação”, evidenciando que é uma definição própria e figurada.