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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2019

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc053244
Banca
FCC
Órgão
Câmara de Fortaleza - CE
Ano
2019
Cargo
Revisor
Examine os trechos transcritos abaixo.I. Em voz baixa, ao pé do ouvido, como esses vendedores clandestinos que nos propõem um relógio submersível. (2 º parágrafo)II. Nenhum papel escrito selara o ajuste; nem havia ajuste. Havia um bebê que mudou de mãos e agora começa a fazer falta ao pai. (7º parágrafo)III. Porque não fora abandonado por ela; os dois tinham apenas brigado, e o marido, no vermelho da raiva, saíra com o filho para dá-lo a quem quisesse. (8ºparágrafo)IV. Podia ser que fizesse aquilo para o bem do menino, um desses atos de renúncia que significam amor absoluto. (4º parágrafo)As expressões sublinhadas acima são próprias da modalidade coloquial da linguagem APENAS em
  1. AII e IV.
  2. BIII e IV.
  3. CI e III.
  4. DII e III.
  5. EI e II
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — I e III.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Expressões Coloquiais — Identificação

SE LIGUE NESSA!

O texto-base não está disponível para consulta. A análise abaixo fundamenta-se no gabarito oficial e no conhecimento de expressões da modalidade coloquial.

Gabarito: letra C. Apenas os itens I e III contêm expressões tipicamente coloquiais. O item I traz "ao pé do ouvido" (fala sussurrada, intimista) e a comparação com "vendedores clandestinos" em situação informal. O item III usa "no vermelho da raiva" — metáfora coloquial para estado de fúria intensa. Já os itens II e IV empregam linguagem mais formal ou neutra, sem marcas claras de coloquialismo.

Análise item a item:

  • Item I — ✅ Coloquial. "Ao pé do ouvido" é expressão idiomática; a construção "como esses vendedores clandestinos que nos propõem um relógio submersível" remete a uma situação cotidiana e informal.

  • Item II — ❌ Não coloquial. O verbo "selara" (pretérito mais-que-perfeito) é formal; "mudou de mãos" é neutro. O conjunto não apresenta marcas de oralidade.

  • Item III — ✅ Coloquial. "No vermelho da raiva" é uma metáfora coloquial para raiva intensa, típica da fala popular.

  • Item IV — ❌ Não coloquial. "Para o bem do menino", "atos de renúncia" e "amor absoluto" são expressões formais, sem traços de coloquialismo.

Expressões coloquiais
  • 1Coloquial
    • I — "ao pé do ouvido"
    • III — "no vermelho da raiva"
  • 2Não coloquial
    • II — "selara" (formal)
    • IV — "atos de renúncia" (formal)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Propõe II e IV, contendo itens que não são coloquiais (II é formal, IV é formal). Erro: confundir registro formal com coloquial.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Propõe III e IV; IV não é coloquial. Mesmo erro de classificação.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Apenas I e III são coloquiais. Corresponde exatamente à análise.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Propõe II e III; II não é coloquial. Inclui item formal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Propõe I e II; II não é coloquial. Inclui item formal.

Conclusão: A banca exige reconhecer expressões típicas da fala cotidiana, como "ao pé do ouvido" e "no vermelho da raiva". Itens com construções rebuscadas ou neutras (como "selara") não se enquadram.

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