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Questão de Direitos Humanos — Direitos Humanos no Ordenamento Nacional — FCC 2019

Direitos HumanosDireitos Humanos no Ordenamento Nacional
Código
fc053510
Banca
FCC
Órgão
DPE-SP
Ano
2019
Cargo
Defensor Público
O controle de convencionalidade deve
  1. Alevar em conta a jurisprudência contenciosa da Corte Interamericana de Direitos Humanos, desde que decorrente de casos nos quais o Estado tenha sido parte.
  2. Bser realizado ex officio como função e tarefa de qualquer autoridade pública, no marco de suas competências, e não apenas por juízes ou tribunais, que sejam competentes, independentes, imparciais e estabelecidos anteriormente por lei.
  3. Cter como objeto de confronto a normativa infraconstitucional dos Estados, ficando a compatibilidade das normas constitucionais para solução pelo controle de constitucionalidade.
  4. Dimplicar na supressão das normas confrontadas, constatada incompatibilidade com a Convenção Americana de Direitos Humanos.
  5. Eser realizado em nível internacional independentemente de que o Estado tenha a oportunidade de, internamente, declarar a violação e reparar o dano por seus próprios meios.
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GabaritoB — ser realizado ex officio como função e tarefa de qualquer autoridade pública, no marco de suas competências, e não apenas por juízes ou tribunais, que sejam competentes, independentes, imparciais e estabelecidos anteriormente por lei.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Controle de Convencionalidade no Sistema Interamericano

Gabarito: letra B. O controle de convencionalidade, conforme consolidado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, deve ser realizado de ofício por toda autoridade pública no âmbito de suas competências – não apenas por juízes ou tribunais. É o que expressa a alternativa B, que reproduz fielmente a doutrina do controle difuso de convencionalidade.

A banca testa o conhecimento sobre o alcance do controle de convencionalidade, instituto criado pela Corte IDH no caso Almonacid Arellano vs. Chile e reiterado em diversas sentenças. A ideia central é que todos os agentes do Estado (executivo, legislativo, judiciário) têm o dever de verificar a compatibilidade das normas internas com a Convenção Americana, no exercício de suas funções.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a jurisprudência contenciosa da Corte IDH só deve ser levada em conta nos casos em que o Estado foi parte. Isso é incorreto: embora as decisões tenham efeito vinculante apenas para as partes no caso concreto, a interpretação da Convenção feita pela Corte é uma pauta hermenêutica para todos os Estados-partes, conforme o artigo 62 da CADH. A jurisprudência contenciosa orienta o controle de convencionalidade mesmo em situações em que o Estado não foi parte.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Exatamente o que a Corte IDH consolidou: o controle de convencionalidade deve ser feito "ex officio" por "qualquer autoridade pública", dentro de suas competências, e não exclusivamente por juízes. Isso abrange órgãos administrativos, legislativos e judiciais. A alternativa ainda acrescenta o requisito de que juízes e tribunais sejam competentes, independentes, imparciais e previamente estabelecidos por lei – condição inerente ao Estado de Direito.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que o objeto do controle de convencionalidade é apenas a normativa infraconstitucional, deixando a compatibilidade das normas constitucionais para o controle de constitucionalidade. Engano: o controle de convencionalidade incide também sobre normas constitucionais, podendo-se declarar a inconvencionalidade de uma disposição constitucional, sem, contudo, invalidá-la no plano interno (efeito meramente declaratório). A compatibilidade vertical entre a Constituição e a Convenção é igualmente analisada.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que o controle de convencionalidade implica a supressão das normas confrontadas quando constatada incompatibilidade. Na verdade, o controle não tem poder de anular a norma interna; o que ocorre é a declaração de inconvencionalidade, que gera para o Estado o dever de adequar seu ordenamento, mas não a supressão automática. Pode-se, inclusive, aplicar a interpretação conforme para salvar a norma.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Sustenta que o controle pode ser realizado em nível internacional independentemente de o Estado ter oportunidade de declarar internamente a violação e reparar. Isso nega o princípio da subsidiariedade do sistema interamericano: antes de levar um caso à Corte, exige-se o esgotamento dos recursos internos (art. 46 da CADH). O Estado deve ter a chance de corrigir a violação por seus próprios meios antes da responsabilização internacional.

PEGA ESSA DICA!

O controle de convencionalidade é um tema recorrente em provas de direitos humanos. Memorize: qualquer autoridade pública (não só juízes) deve realizá-lo ex officio, e ele incide sobre todas as normas internas (inclusive constitucionais). A banca adora restringir o alcance, como fez nas alternativas A e C.

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