Questão de Odontologia — Endodontia — FCC 2019
- Código
- fc054984
- Banca
- FCC
- Órgão
- Prefeitura de São José do Rio Preto - SP
- Ano
- 2019
- Cargo
- Cirurgião Dentista
- Anecropulpectomia.
- Bcapeamento pulpar.
- Cbiopulpectomia.
- Dapicificação.
- Epulpotomia parcial.
GabaritoE — pulpotomia parcial.
Gabarito: letra E. O tratamento clínico imediato para fratura coronária recente com exposição pulpar em dente vital é a pulpotomia parcial (técnica de Cvek), que consiste na remoção apenas da polpa coronária inflamada, preservando a vitalidade da polpa radicular. Isso permite que o dente continue seu desenvolvimento radicular (quando imaturo) e evita tratamentos mais invasivos. As demais alternativas são inadequadas para o quadro descrito.
A paciente apresenta fratura com exposição pulpar recente (< 24h), dente vital (ausência de necrose), sem evidência de fratura radicular. Nesse cenário, a conduta conservadora é a pulpotomia parcial, que tem altas taxas de sucesso.
A necropulpectomia é indicada para dentes com polpa necrosada. No caso, a polpa está vital (exposta, mas não necrótica), portanto esse tratamento não se aplica.
O capeamento pulpar direto é indicado para pequenas exposições puntiformes, sem contaminação extensa. A fratura descrita envolve as faces mesial e incisal, com exposição ampla, o que contraindica o capeamento devido ao maior risco de inflamação e falha.
A biopulpectomia (pulpectomia vital) remove toda a polpa coronária e radicular. É um tratamento radical que sacrifica a vitalidade do dente, desnecessário quando a polpa radicular está saudável. A pulpotomia parcial é mais conservadora e preferível.
A apicificação é utilizada em dentes imaturos com polpa necrosada, para induzir o fechamento apical. O dente 21 de uma paciente de 24 anos provavelmente já tem ápice completo, e a polpa está vital, portanto não há indicação.
A pulpotomia parcial (Cvek) é o tratamento de escolha para fraturas coronárias recentes com exposição pulpar em dentes vitais. Remove-se cerca de 2 mm de polpa inflamada, protege-se com hidróxido de cálcio e restaura-se o dente. Esse procedimento preserva a vitalidade pulpar e permite a continuação da formação radicular, se necessário. É o tratamento mais conservador e com bom prognóstico.
O candidato pode ser tentado a escolher a biopulpectomia (alternativa C) por achar que toda exposição pulpar exige remoção total da polpa. No entanto, a pulpotomia parcial remove apenas a polpa coronária inflamada, mantendo a vitalidade radicular. Lembre-se: em dentes vitais com exposição traumática recente, a conduta é preservar a polpa, não eliminá-la.
Gabarito: letra E
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