Considerando o aumento do número de casos de sarampo no estado de São Paulo em 2019 e que a vacina é a medida de prevenção mais eficaz contra a doença, é importante que o enfermeiro conheça as recomendações do Ministério da Saúde. Uma delas é:
AOs pacientes imunocomprometidos e crianças menores de 6 meses de idade não devem receber a vacina contra o sarampo.
BA 1a dose da vacina contra o sarampo é aplicada na criança a partir dos 18 meses de idade.
CA vacina deve ser aplicada em doses fracionadas em 3 dias consecutivos, em caso suspeito de sarampo na criança.
DAs gestantes não devem receber a vacina, devendo ser vacinadas após o bebê completar 6 meses.
EAs vacinas e os diluentes de uso imediato são conservados em refrigerador e os demais no freezer.
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GabaritoA — Os pacientes imunocomprometidos e crianças menores de 6 meses de idade não devem receber a vacina contra o sarampo.
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Sarampo: recomendações de vacinação
Gabarito: letra A. A vacina contra o sarampo é do tipo vírus vivo atenuado (tríplice viral – SCR), sendo contraindicada para crianças menores de 6 meses e para pacientes imunocomprometidos, conforme diretrizes do Ministério da Saúde. Essa é a recomendação correta entre as opções.
A questão exige que o enfermeiro conheça as contraindicações e o esquema vacinal. Vamos analisar cada alternativa:
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Crianças menores de 6 meses não possuem maturidade imunológica para receber vacinas de vírus vivo, e imunocomprometidos (ex.: HIV com imunossupressão grave, pacientes em quimioterapia, transplantados) também não devem recebê-las, pois há risco de doença pelo próprio vírus vacinal. Essa contraindicação está nos manuais de imunização do Ministério da Saúde.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A 1ª dose da vacina contra o sarampo (tríplice viral) é aplicada aos 12 meses de idade, não aos 18 meses. Aos 15 meses (nos calendários antigos) ou 12 meses (calendário atual) é a idade padrão. A 2ª dose é aplicada aos 15 meses (ou 1 ano e 3 meses) ou aos 4-6 anos, conforme esquema. A banca troca a idade correta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Não há recomendação de aplicar a vacina em doses fracionadas em 3 dias consecutivos. A vacina contra sarampo é administrada em dose única (0,5 mL) por via subcutânea. Em situações de bloqueio vacinal (surto), utiliza-se a vacina de rotina, mas não fracionada. O fracionamento não é previsto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Gestantes não devem receber vacina de vírus vivo, incluindo a tríplice viral, devido ao risco teórico de dano ao feto. No entanto, a recomendação é vacinar a mulher após o parto (no puerpério), mas não há a condição de 'após o bebê completar 6 meses'. O ideal é vacinar o mais breve possível após o parto, especialmente em situações de surto. A alternativa fixa um prazo sem respaldo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A conservação de vacinas é padronizada: a maioria das vacinas (inclusive a tríplice viral) é armazenada em refrigerador (2 °C a 8 °C). Diluentes devem ser mantidos em temperatura ambiente ou refrigerados, conforme orientação do fabricante. Não se coloca vacinas ou diluentes no freezer, exceto casos específicos (ex.: vacina contra febre amarela, que pode ser congelada). Mas a afirmação de que 'vacinas de uso imediato vão para refrigerador e as demais para freezer' é uma simplificação incorreta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora o fato de que muitos profissionais lembram que gestantes não podem tomar a vacina, mas esquecem o prazo exato para vacinação pós-parto (letra D). Além disso, a idade da 1ª dose (18 meses) é um distrator comum – a dose correta é aos 12 meses.
Gabarito: letra A – única alternativa inteiramente de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde.