Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — FCC 2019
Medicina›Ginecologia e Obstetrícia
Código
fc055224
Banca
FCC
Órgão
Prefeitura de São José do Rio Preto - SP
Ano
2019
Cargo
Médico Ginecologista
A placenta prévia é causa importante de sangramento do 3º trimestre. No entanto, também é causa de outras alterações no ciclo gravídico-puerperal, dentre as quais se destacam maior risco de
Arotura prematura de membranas, procidência de cordão e acretismo.
Brestrição de crescimento intrauterino, pós-datismo e rotura uterina.
Ccesária, polidrâmnio e coagulopatia.
Dtrombose venosa profunda, tromboembolismo pulmonar e embolia amniótica.
Eparto taquitócico, distocia funcional hipertônica e pré-eclampsia.
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GabaritoA — rotura prematura de membranas, procidência de cordão e acretismo.
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Placenta prévia – Complicações associadas
Gabarito: letra A. A placenta prévia, por sua localização próxima ao orifício interno do colo, está associada a maior risco de rotura prematura de membranas (RPM), procidência de cordão umbilical e acretismo placentário (placentação anormal). Essas são complicações clássicas descritas na literatura obstétrica.
A questão exige o conhecimento das alterações obstétricas que cursam com maior frequência na presença de placenta prévia. Embora o sangramento do 3º trimestre seja a manifestação mais conhecida, outras intercorrências merecem destaque. Vamos analisar cada alternativa.
Placenta prévia
1Complicações clássicas
Rotura prematura de membranas
Procidência de cordão
Acretismo placentário
2Mecanismos
Inserção no segmento inferior
Inflamação e fragilidade das membranas
Apresentação fetal anômala
Cicatriz uterina prévia
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A rotura prematura de membranas ocorre porque a placenta inserida no segmento inferior predispõe a inflamação e fragilidade das membranas. A procidência de cordão é favorecida pela apresentação fetal anômala (pélvica ou transversa) e pela baixa implantação placentária. O acretismo placentário (inserção anormal da placenta no miométrio) é mais frequente em mulheres com placenta prévia e cicatriz uterina prévia. Essas três condições são reconhecidamente mais prevalentes na placenta prévia.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Restrição de crescimento intrauterino (RCIU), pós-datismo e rotura uterina não são complicações típicas da placenta prévia. A RCIU não está diretamente relacionada; o pós-datismo não é esperado; e a rotura uterina é mais associada a cicatriz uterina ou trabalho de parto obstrutivo, não à placenta prévia.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Embora a cesárea seja a via de parto mais comum na placenta prévia, polidrâmnio e coagulopatia não são complicações diretamente ligadas. O polidrâmnio está mais associado a malformações fetais ou diabete; a coagulopatia pode ocorrer em hemorragias maciças, mas não é uma alteração característica da placenta prévia.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Trombose venosa profunda (TVP), tromboembolismo pulmonar (TEP) e embolia amniótica não têm associação direta com placenta prévia. A gestação por si só aumenta o risco de eventos tromboembólicos, mas a placenta prévia não é fator de risco específico. A embolia amniótica é rara e não relacionada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Parto taquitócico (acelerado), distocia funcional hipertônica e pré-eclâmpsia não são esperados. Ao contrário, o parto taquitócico seria atípico, e a distocia hipertônica não é predominante. A pré-eclâmpsia tem mecanismo fisiopatológico distinto, não ligado à placenta prévia.
PEGA ESSA DICA!
Para memorizar as complicações da placenta prévia, associe a localização placentária baixa → risco de RPM (inflamação local), apresentação anômala → risco de procidência de cordão, e cicatriz cirúrgica prévia → risco de acretismo. A tríade RPM, procidência e acretismo é a mais cobrada em provas.