Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — FCC 2019
- Código
- fc055236
- Banca
- FCC
- Órgão
- Prefeitura de São José do Rio Preto - SP
- Ano
- 2019
- Cargo
- Médico Infectologista
- AOxacilina.
- BCefalotina.
- CCefalexina.
- DClindamicina.
- ECiprofloxacina.
GabaritoE — Ciprofloxacina.
Gabarito: letra E. A ciprofloxacina (E) não está indicada como primeira linha para celulite extensa, pois sua cobertura contra estreptococos é insuficiente – e o protocolo padrão para casos que necessitam de internação (<sup>em enfermaria, não UTI</sup>) inclui betalactâmicos (oxacilina, cefalotina, cefalexina) ou, em caso de alergia, clindamicina.
A banca testa o conhecimento sobre a escolha empírica de antibióticos em celulite. O texto de apoio reforça que para celulite grave (internação) a primeira linha são penicilina, cefazolina ou ceftriaxona por via parenteral; e para MSSA usa-se oxacilina/naficilina. Já a ciprofloxacina tem uso restrito a situações específicas (mordidas, infecção por Pseudomonas) e não cobre adequadamente estreptococos, os principais patógenos da celulite.
A oxacilina é um betalactâmico indicado para infecções por Staphylococcus aureus sensível à meticilina (MSSA) em pacientes internados. O texto menciona: "pode-se prescrever [...] oxacilina para o paciente internado" para suspeita de MSSA.
A cefalotina (cefalosporina de 1ª geração parenteral) é eficaz contra estreptococos e MSSA, sendo opção no tratamento de celulite grave. O texto cita cefazolina (mesma classe) como opção parenteral.
A cefalexina (cefalosporina de 1ª geração oral) é indicada para casos leves de celulite ambulatorial, conforme o texto: "casos leves de celulite podem ser tratados ambulatorialmente com [...] cefalexina".
A clindamicina é alternativa em pacientes alérgicos a betalactâmicos ou em infecções por MRSA, desde que não haja resistência induzível. O texto a menciona como opção para pacientes internados com MRSA ou alergia à penicilina.
A ciprofloxacina (fluoroquinolona) não está indicada como terapia empírica para celulite. Sua atividade contra estreptococos é fraca, e as diretrizes reservam seu uso para situações especiais (ex.: mordidas de animais, infecção por Pseudomonas em pé diabético). Para celulite comum, não é primeira escolha.
Na celulite, lembre-se da tríade de patógenos: Streptococcus pyogenes (grupo A) e Staphylococcus aureus (MSSA/MRSA). Betalactâmicos cobrem bem ambos; fluoroquinolonas (ciprofloxacino) têm lacuna antiestreptocócica e não devem ser usadas empiricamente.
Gabarito: letra E.
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