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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — FCC 2019

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
fc055334
Banca
FCC
Órgão
Prefeitura de São José do Rio Preto - SP
Ano
2019
Cargo
Médico Plantonista Clínico
Paciente do sexo feminino, 65 anos, admitida no pronto-socorro com quadro de dispneia em repouso há 2 horas. Refere que nos últimos 3 meses tem apresentado falta de ar ao realizar atividade física intensa. Ao exame físico, encontrava-se em REG, lábios cianóticos, Sat: 86% em AA, PA: 125 × 85 mmHg e FC: 85 bpm. Ausculta respiratória evidencia crépitos inspiratórios bibasais e asculta cardíaca sem sopros. Exames laboratoriais com leucograma de 8.500/mm³, PCR: 0,8 mg/dL. Cateterismo não evidenciou estenose significativa em coronárias. Diagnóstico mais provável:
  1. ADisfunção de VE.
  2. BFibrose endocárdica.
  3. CAbscesso em valva mitral.
  4. DEstenose aórtica.
  5. EPericardite constritiva.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Disfunção de VE.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Dispneia aguda em idosa: diagnóstico diferencial

Gabarito: letra A. Paciente com dispneia em repouso, hipoxemia (Sat 86%), crepitações bibasais (congestão pulmonar) e cateterismo sem lesões coronarianas significativas → o quadro é de edema agudo de pulmão por disfunção ventricular esquerda (provavelmente insuficiência cardíaca diastólica ou miocardiopatia). As demais alternativas não se encaixam pelos achados clínicos.

A banca testa a capacidade de integrar história (dispneia progressiva aos esforços há 3 meses + piora súbita) com exame físico (crepitações, cianose) e exames complementares (cateterismo normal).

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A disfunção de VE (seja sistólica ou diastólica) leva ao aumento das pressões de enchimento ventricular, congestão pulmonar e, consequentemente, dispneia – incluindo episódios agudos como o descrito. A ausência de sopros e de lesão coronariana reforça a hipótese de IC de causa não isquêmica (ex.: cardiopatia hipertensiva, miocardiopatia). Contexto do conteúdo de apoio: "A dispneia pode ser causada por disfunção ventricular, seja sistólica ou diastólica" (fonte não canônica – regra geral).

Alternativa B — ❌ Incorreta

Fibrose endocárdica é uma condição rara, geralmente associada a eosinofilia ou doenças infiltrativas, e não cursa com edema agudo de pulmão sem outras manifestações. Não há sinais sugestivos (sopros, eosinofilia, histórico de doença tropical).

Alternativa C — ❌ Incorreta

Abscesso em valva mitral (endocardite infecciosa) cursa com febre, leucocitose, sopro cardíaco e, geralmente, hemoculturas positivas. A paciente apresenta leucograma normal (8.500/mm³), PCR baixa (0,8 mg/dL) e ausculta sem sopros – descarta a hipótese.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Estenose aórtica importante costuma apresentar sopro sistólico no foco aórtico, geralmente irradiado para carótidas, além de sintomas clássicos (angina, síncope, dispneia). A paciente não tem sopro e o cateterismo não mostrou estenose coronariana, mas a ausência de sopro já afasta lesão valvar significativa. A congestão pulmonar pode ocorrer em fases avançadas, mas sem o sopro característico não é a primeira hipótese.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Pericardite constritiva cursa com sinais de insuficiência cardíaca direita (turgência jugular, edema periférico, ascite) e baixo débito, mas a congestão pulmonar é incomum (o pericárdio espessado impede o enchimento diastólico, resultando em pressões venosas elevadas sistemicamente, não pulmonares). Ausculta cardíaca sem sopro e ECG seriam úteis (microvoltagem, alternância elétrica), mas não há dados.

PEGA ESSA DICA!

Na emergência com dispneia aguda, o raciocínio deve seguir: 1) estabilizar; 2) identificar congestão pulmonar (crepitações, RX) → pensar em IC; 3) afastar causas obstrutivas (estenose aórtica, pericardite) pelo exame físico; 4) investigar isquemia (ECG, troponina, cateterismo). A ausência de sopro e a coronariografia normal direcionam para disfunção miocárdica intrínseca.

Gabarito: letra A.

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