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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — FCC 2019

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
fc055337
Banca
FCC
Órgão
Prefeitura de São José do Rio Preto - SP
Ano
2019
Cargo
Médico Plantonista Pediatra
João, três anos, em atendimento no consultório do pronto-socorro, apresenta uma crise convulsiva tônica-clônica generalizada. A mãe refere tosse, coriza e febre até 39 °C há 2 dias. Durante o exame físico, antes da convulsão apresentava-se em bom estado geral, febril (38,7 °C), com roncos e estertores grossos em ambos hemitórax, sem sinais meníngeos ou outras alterações. Criança foi levada à sala de emergência, sendo instalado oxigênio a 100% em máscara e tentado acesso venoso sem sucesso. A melhor conduta inicial, dentre as abaixo, é:
  1. AMidazolam 0,3 mg/kg intramuscular.
  2. BMidazolam 0,4-0,5 mg/kg de via nasal.
  3. CDiazepam 0,4 mg/kg intramuscular.
  4. DObservar por cinco minutos.
  5. EFenobarbital 20 mg/kg via retal.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Observar por cinco minutos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crise convulsiva febril em criança

Gabarito: letra D (Observar por cinco minutos). Trata-se de uma crise febril simples (criança de 3 anos, febre, sem sinais neurológicos focais ou meníngeos, crise tônico-clônica generalizada). A conduta inicial é suporte (oxigênio, acesso venoso) e observação, pois a maioria dessas crises cede espontaneamente em menos de 5 minutos. Medicamentos só são indicados se a crise se prolongar (>5 minutos) ou se houver recorrência. As demais alternativas propõem intervenções medicamentosas precoces, que não são recomendadas como primeira conduta.

O texto de apoio define crise febril simples como crise tônico-clônica generalizada isolada com duração <15 minutos, e afirma que o tratamento só deve ser iniciado se a crise não cessar após 10 minutos. Portanto, a observação inicial é a melhor conduta.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Midazolam 0,3 mg/kg intramuscular: a via IM não é a mais indicada para crise aguda (absorção imprevisível), e a administração precoce não é necessária em crise febril simples.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Midazolam 0,4-0,5 mg/kg via nasal: embora a via nasal seja usada em alguns protocolos, a dose mencionada é elevada (usual 0,2-0,3 mg/kg) e, principalmente, não é conduta inicial – deve-se observar primeiro.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diazepam 0,4 mg/kg intramuscular: via IM não é confiável para crises; prefere-se IV ou retal. Além disso, a crise febril simples não requer medicação imediata.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Observar por cinco minutos: conduta padrão para crise febril simples. Garantir vias aéreas, oxigênio, e aguardar a cessação espontânea. Se a crise persistir além de 5 minutos, aí sim iniciar medicação (diazepam IV/retal ou midazolam).

Alternativa E — ❌ Incorreta

Fenobarbital 20 mg/kg via retal: não é droga de primeira linha para crise aguda (ação lenta, risco de depressão respiratória). Indicado apenas em casos refratários ou profilaxia, não como conduta inicial.

PEGA ESSA DICA!

Em crise febril simples, a regra é: suporte + observar. Só medicar se crise >5 minutos ou recorrência. Decore a sequência: 1) oxigênio, 2) acesso venoso, 3) observar 5 min, 4) se não parar, diazepam ou midazolam.

Gabarito: letra D.

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