Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — FCC 2019
Medicina›Pediatria e Neonatologia
Código
fc055349
Banca
FCC
Órgão
Prefeitura de São José do Rio Preto - SP
Ano
2019
Cargo
Médico Plantonista Pediatra
Gestante com 33 semanas e 5 dias de idade gestacional dá entrada no pronto atendimento de uma maternidade em franco trabalho de parto, com relato de rotura da bolsa amniótica há dez horas. Após três horas, dá à luz por parto normal um menino. A melhor conduta imediata para este recém-nascido na sala de parto, dentre as alternativas abaixo, é:
ANão indicar o clampeamento tardio do cordão umbilical após um minuto de vida.
BConduzir à mesa de reanimação, prover calor, posicionar a cabeça e secar por até 30 segundos.
CIniciar o uso de antibióticos devido à rotura da bolsa amniótica e prematuridade.
DConduzir à mesa de reanimação, prover calor, posicionar a cabeça e oferecer oxigênio.
EColocar em contato pele-a-pele com a mãe, coberto com tecido de algodão seco e aquecido.
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GabaritoB — Conduzir à mesa de reanimação, prover calor, posicionar a cabeça e secar por até 30 segundos.
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Conduta imediata em recém-nascido pré-termo com rotura de bolsa amniótica
Gabarito: letra B. A conduta imediata correta segue os passos iniciais da reanimação neonatal: prover calor, posicionar a cabeça para desobstruir vias aéreas, secar e estimular por até 30 segundos antes de avaliar necessidade de ventilação. Essa sequência é prioritária para todo recém-nascido que não chora ou não respira adequadamente, especialmente em pré-termo com risco de hipotermia e depressão respiratória.
A questão exige conhecimento do fluxograma de reanimação neonatal preconizado pelo Programa de Reanimação Neonatal (PRN-SBP) e pela American Academy of Pediatrics (AAP). No caso de uma gestante com 33 semanas e 5 dias (pré-termo tardio) e rotura prolongada de membranas (≥10h), o neonato pode apresentar dificuldade de adaptação. A sequência-padrão na sala de parto é:
Prover calor (mesa aquecida, campos aquecidos).
Posicionar a cabeça (cabeça em leve extensão para liberar via aérea).
Secar e estimular (até 30 segundos).
Avaliar respiração e frequência cardíaca.
A alternativa B descreve exatamente essa conduta. As demais alternativas contêm erros:
1Prover calor (mesa aquecida)
2Posicionar cabeça (leve extensão)
3Secar e estimular (até 30s)
4Avaliar respiração e FC
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma não indicar clampeamento tardio do cordão. Na verdade, para pré-termos recomenda-se clampeamento tardio (≥30-60 segundos) para melhorar volemia, reduzir hemorragia intraventricular e necessidade de transfusão. Portanto, não indicar é contraindicado.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Corresponde aos passos iniciais do protocolo de reanimação: calor, posicionamento, secagem e estímulo por 30 segundos. É a conduta imediata padrão.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Iniciar antibióticos na sala de parto sem sinais clínicos de sepse não é rotina. A antibioticoterapia profilática pode ser considerada após avaliação e coleta de exames, mas não como conduta imediata. A decisão de usar antibióticos é posterior, baseada em fatores de risco e evolução.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Oferecer oxigênio imediatamente sem necessidade não é indicado. A oferta de oxigênio deve ser guiada por oximetria e após avaliação de que a secagem e estímulo não foram suficientes. Em pré-termos, o oxigênio suplementar pode causar danos por hiperóxia.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Colocar em contato pele-a-pele é indicado para recém-nascidos vigorosos e estáveis. No caso de pré-termo com fatores de risco, a prioridade é a avaliação respiratória e prevenção de hipotermia na mesa de reanimação. O contato pele-a-pele virá após estabilização.
PEGA ESSA DICA!
Na prova, lembre-se da sequência: calor → posicionar → secar/estimular (30s) → avaliar. Somente após esses passos é que se decide sobre oxigênio, ventilação ou clampeamento tardio. A alternativa que mistura a ordem ou adiciona intervenções prematuras está errada.