Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2019
Português›Interpretação de Textos
Código
fc055908
Banca
FCC
Órgão
SABESP
Ano
2019
Cargo
Estagiário Ensino Médio Regular
O período O tímido seria alguém com tal mania de perfeição que não se dá o direito de errar (4º parágrafo) está reescrito corretamente, preservando-se a relação de causa e efeito entre as orações, em:O tímido seria alguém com extrema mania de perfeição,
Atodavia não se dá o direito de errar
Bpor isso não se dá o direito de errar.
Calém disso não se dá o direito de errar.
Dem contrapartida não se dá o direito de errar.
Eou mesmo não se dá o direito de errar.
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GabaritoB — por isso não se dá o direito de errar.
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Reescrita do período sobre a timidez e a mania de perfeição
Gabarito: letra B. A alternativa B mantém a relação de causa e consequência presente no original: “O tímido seria alguém com tal mania de perfeição que não se dá o direito de errar”. A conjunção “que” (em “de tal modo que”) estabelece que a mania de perfeição causa a consequência de não se dar o direito de errar. A expressão “por isso” explicita essa consequência, preservando o sentido.
“O tímido seria alguém com tal mania de perfeição que não se dá o direito de errar” (4º parágrafo).
A reescrita correta precisa manter essa relação de causa e efeito entre a “mania de perfeição” (causa) e o “não se dar o direito de errar” (efeito/consequência).
❌ Alternativa A — todavia não se dá o direito de errar
“Todavia” é uma conjunção adversativa (indica oposição, contraste). O texto não estabelece oposição entre a mania de perfeição e o não se dar o direito de errar; ao contrário, um é consequência do outro. A troca quebra a relação lógica e, portanto, altera o sentido.
✅ Alternativa B — por isso não se dá o direito de errar ⟵ GABARITO
“Por isso” é uma conjunção conclusiva, que expressa consequência/efeito de algo dito anteriormente. No período original, a consequência é o não se dar o direito de errar, decorrente da mania de perfeição. A reescrita com “por isso” preserva exatamente essa relação, sendo a única opção que mantém a causa e efeito exigida pelo enunciado.
❌ Alternativa C — além disso não se dá o direito de errar
“Além disso” indica adição (acréscimo de ideia). O texto não soma duas informações independentes; há uma relação de consequência entre elas. O uso de “além disso” transforma a segunda oração em mero acréscimo, perdendo a relação causal.
❌ Alternativa D — em contrapartida não se dá o direito de errar
“Em contrapartida” expressa contraste ou compensação, similar a “por outro lado”. Não há contraste no original: a mania de perfeição leva ao não se dar o direito de errar, não se opõe a ele. A reescrita desvirtua o sentido.
❌ Alternativa E — ou mesmo não se dá o direito de errar
“Ou mesmo” pode indicar alternância ou inclusão (ou até mesmo). O período original não apresenta alternância ou inclusão, mas sim consequência. A relação lógica é quebrada.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca a conjunção consecutiva/ conclusiva por conectivos de outras relações (adversativa, aditiva, contrastiva, alternativa). O candidato deve reconhecer qual conectivo mantém a relação de causa e consequência — no caso, “por isso” (ou “portanto”, “assim”, “consequentemente”).
Conclusão: a única alternativa que preserva a relação de causa e efeito é a B, que emprega a conjunção conclusiva “por isso”, expressando a consequência da mania de perfeição.