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Questão de Português — Sintaxe — FCC 2019

PortuguêsSintaxe
Código
fc055914
Banca
FCC
Órgão
SABESP
Ano
2019
Cargo
Estagiário Ensino Médio Regular
Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.

Como vamos lidar com robôs em casa, na educação e no trabalho?

    A combinação entre a imaginação dos escritores de ficção e a tendência a aceitar desafios dos cientistas costuma gerar revoluções nas nossas vidas. Assim também foi com o surgimento dos robôs. O nome foi usado pela primeira vez em uma peça teatral da década de 1920 para designar um ciborgue ficcional que tinha como principal tarefa servir à humanidade. 
  Desde então, passamos a ver robôs em todos os lugares: nas indústrias, montando ou soldando peças; nos atendimentos telefônicos; e até nos comandos de voz que damos aos assistentes digitais dos nossos smartphones. No entanto, nem todas essas automações são exatamente robôs. “Para se tornar um robô é preciso ser físico, como um carro autônomo ou um robô de operação industrial”, frisa Flavio Tonidandel, professor do Centro Universitário FEI e pesquisador de robótica e inteligência artificial (IA). Além de ter um corpo físico, outro pré-requisito é mover-se de forma autônoma, semiautônoma ou controlada a distância, bem como ser capaz de interagir com o ambiente.
   “Existe uma grande confusão entre os conceitos de robôs e de inteligência artificial”, afirma Tonidandel. Simplificando bastante, o professor explica que a IA seria o equivalente ao cérebro do robô, capaz de dar a ele potencial de tomada de decisão, raciocínio, aprendizagem e reconhecimento de padrões. 
  O desenvolvimento interdependente entre as tecnologias de IA e robótica trouxe uma nova geração de robôs, capazes de interagir com os humanos para executar tarefas, transitar pelos mesmos lugares que as pessoas e atuar como assistentes nas tarefas do dia a dia. É a chamada robótica de serviços, que promete levar robôs para dentro de casas, empresas, hospitais e até escolas. 
  Conviver com esses seres autônomos e com tendência a nos servir, contudo, traz novas questões. A que regras eles estarão sujeitos? O que poderão (ou não) fazer? Como fica o mercado de trabalho com a robotização de serviços que hoje ainda são feitos pelos humanos? São perguntas bem difíceis de responder, mas que fazem parte da próxima fronteira para a evolução da robótica.

(Adaptado de: LAFLOUFA, Jacqueline. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com. 30/05/2019) 
No que se refere à concordância, está correta a frase:
  1. ASurgem acerca da convivência com esse tipo de seres autônomos novas questões.
  2. BConvém que se discutam a que regras esses robôs estarão sujeitos.
  3. CNão está claro o que poderão resultar da combinação entre inteligência artificial e robótica.
  4. DAté que ponto os serviços hoje feitos por humanos virão a ser executado pela máquina?
  5. ETratam-se de perguntas às quais têm sido difíceis encontrar respostas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Surgem acerca da convivência com esse tipo de seres autônomos novas questões.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância em frases sobre robôs

Gabarito: letra A. A única frase que respeita as regras de concordância verbal e nominal é a alternativa A: o verbo "surgem" concorda corretamente com o sujeito plural "novas questões", e não há erro de concordância nominal.

Alternativa A — ✅ Correta

"Surgem acerca da convivência com esse tipo de seres autônomos novas questões."

O sujeito é "novas questões" (plural), posposto ao verbo. O verbo "surgem" está corretamente flexionado na 3ª pessoa do plural. Não há qualquer desvio de concordância nominal ou verbal.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Convém que se discutam a que regras esses robôs estarão sujeitos."

A construção "se discutam" é ambígua. Se o "se" for partícula apassivadora, o sujeito é "a que regras" (plural), e o verbo até concordaria. Porém, o mais adequado seria usar o verbo na 3ª pessoa do singular ("se discuta") porque a oração subordinada funciona como sujeito de "convém". A banca considera inadequada a concordância plural, tornando a frase incorreta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Não está claro o que poderão resultar da combinação entre inteligência artificial e robótica."

O sujeito do verbo "poderão" é o pronome "o que", que exige verbo na 3ª pessoa do singular: "poderá". O plural "poderão" viola a concordância verbal.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Até que ponto os serviços hoje feitos por humanos virão a ser executado pela máquina?"

O predicativo "executado" deve concordar com o sujeito "os serviços" (masculino plural): o correto é "executados". Há erro de concordância nominal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Tratam-se de perguntas às quais têm sido difíceis encontrar respostas."

O verbo "tratar" na construção "trata-se de" é impessoal, permanecendo sempre no singular. O correto é "Trata-se de perguntas". Além disso, a frase possui outros problemas de regência e estrutura, mas o erro de concordância já a invalida.

Conclusão: Apenas a alternativa A apresenta concordância integralmente correta.

NÃO CAIA NESSA!

Sujeito nunca tem preposição

Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.

— Sintaxe — identificação do sujeito

Gabarito: letra A

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