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Questão de Português — Morfologia - Verbos — FCC 2019

PortuguêsMorfologia - Verbos
Código
fc055915
Banca
FCC
Órgão
SABESP
Ano
2019
Cargo
Estagiário Ensino Médio Regular
Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.

Como vamos lidar com robôs em casa, na educação e no trabalho?

    A combinação entre a imaginação dos escritores de ficção e a tendência a aceitar desafios dos cientistas costuma gerar revoluções nas nossas vidas. Assim também foi com o surgimento dos robôs. O nome foi usado pela primeira vez em uma peça teatral da década de 1920 para designar um ciborgue ficcional que tinha como principal tarefa servir à humanidade. 
  Desde então, passamos a ver robôs em todos os lugares: nas indústrias, montando ou soldando peças; nos atendimentos telefônicos; e até nos comandos de voz que damos aos assistentes digitais dos nossos smartphones. No entanto, nem todas essas automações são exatamente robôs. “Para se tornar um robô é preciso ser físico, como um carro autônomo ou um robô de operação industrial”, frisa Flavio Tonidandel, professor do Centro Universitário FEI e pesquisador de robótica e inteligência artificial (IA). Além de ter um corpo físico, outro pré-requisito é mover-se de forma autônoma, semiautônoma ou controlada a distância, bem como ser capaz de interagir com o ambiente.
   “Existe uma grande confusão entre os conceitos de robôs e de inteligência artificial”, afirma Tonidandel. Simplificando bastante, o professor explica que a IA seria o equivalente ao cérebro do robô, capaz de dar a ele potencial de tomada de decisão, raciocínio, aprendizagem e reconhecimento de padrões. 
  O desenvolvimento interdependente entre as tecnologias de IA e robótica trouxe uma nova geração de robôs, capazes de interagir com os humanos para executar tarefas, transitar pelos mesmos lugares que as pessoas e atuar como assistentes nas tarefas do dia a dia. É a chamada robótica de serviços, que promete levar robôs para dentro de casas, empresas, hospitais e até escolas. 
  Conviver com esses seres autônomos e com tendência a nos servir, contudo, traz novas questões. A que regras eles estarão sujeitos? O que poderão (ou não) fazer? Como fica o mercado de trabalho com a robotização de serviços que hoje ainda são feitos pelos humanos? São perguntas bem difíceis de responder, mas que fazem parte da próxima fronteira para a evolução da robótica.

(Adaptado de: LAFLOUFA, Jacqueline. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com. 30/05/2019) 
Há emprego de forma verbal na voz passiva na seguinte passagem do texto:
  1. A.... fazem parte da próxima fronteira para a evolução da robótica. (5º parágrafo)
  2. BA combinação entre a imaginação dos escritores de ficção e a tendência a aceitar desafios dos cientistas costuma gerar revoluções nas nossas vidas. (1º parágrafo)
  3. CDesde então, passamos a ver robôs em todos os lugares: nas indústrias, montando ou soldando peças; nos atendimentos telefônicos... (2º parágrafo)
  4. DSimplificando bastante, o professor explica que a IA seria o equivalente ao cérebro do robô... (3º parágrafo)
  5. EComo fica o mercado de trabalho com a robotização de serviços que hoje ainda são feitos pelos humanos? (5º parágrafo)
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GabaritoE — Como fica o mercado de trabalho com a robotização de serviços que hoje ainda são feitos pelos humanos? (5º parágrafo)

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Voz passiva no texto

Gabarito: letra E. A única alternativa que apresenta verbo na voz passiva é a E, pois "são feitos" é formado pelo verbo ser + particípio do verbo fazer, indicando que os serviços são feitos pelos humanos (sujeito paciente). As demais alternativas trazem verbos na voz ativa.

  1. 1Verbo SER + particípio
  2. 2Sujeito sofre a ação
  3. 3Agente da passiva (opcional)
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Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"...serviços que hoje ainda são feitos pelos humanos?"

O verbo "são feitos" está na voz passiva analítica: o sujeito "serviços" sofre a ação de "fazer", e o agente "pelos humanos" aparece explicitamente. É a única ocorrência de voz passiva no texto.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"...fazem parte da próxima fronteira..."

"Fazem" é verbo ativo (sujeito "perguntas" pratica a ação de fazer parte). Nenhuma forma passiva.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"A combinação ... costuma gerar revoluções..."

"Costuma gerar" é locução verbal ativa. O sujeito "combinação" pratica a ação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"...passamos a ver robôs..."

"Passamos a ver" é locução verbal ativa. O sujeito implícito "nós" pratica a ação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"...o professor explica que..."

"Explica" é verbo ativo. O sujeito "professor" pratica a ação.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar a voz passiva, procure a estrutura ser + particípio (ex.: "são feitos", "foi construído"). Se houver agente da passiva (introduzido por por), a certeza é maior.

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