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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2019

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc055921
Banca
FCC
Órgão
SABESP
Ano
2019
Cargo
Estagiário Ensino Médio Regular
Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão.

Como vamos lidar com robôs em casa, na educação e no trabalho?

    A combinação entre a imaginação dos escritores de ficção e a tendência a aceitar desafios dos cientistas costuma gerar revoluções nas nossas vidas. Assim também foi com o surgimento dos robôs. O nome foi usado pela primeira vez em uma peça teatral da década de 1920 para designar um ciborgue ficcional que tinha como principal tarefa servir à humanidade. 
  Desde então, passamos a ver robôs em todos os lugares: nas indústrias, montando ou soldando peças; nos atendimentos telefônicos; e até nos comandos de voz que damos aos assistentes digitais dos nossos smartphones. No entanto, nem todas essas automações são exatamente robôs. “Para se tornar um robô é preciso ser físico, como um carro autônomo ou um robô de operação industrial”, frisa Flavio Tonidandel, professor do Centro Universitário FEI e pesquisador de robótica e inteligência artificial (IA). Além de ter um corpo físico, outro pré-requisito é mover-se de forma autônoma, semiautônoma ou controlada a distância, bem como ser capaz de interagir com o ambiente.
   “Existe uma grande confusão entre os conceitos de robôs e de inteligência artificial”, afirma Tonidandel. Simplificando bastante, o professor explica que a IA seria o equivalente ao cérebro do robô, capaz de dar a ele potencial de tomada de decisão, raciocínio, aprendizagem e reconhecimento de padrões. 
  O desenvolvimento interdependente entre as tecnologias de IA e robótica trouxe uma nova geração de robôs, capazes de interagir com os humanos para executar tarefas, transitar pelos mesmos lugares que as pessoas e atuar como assistentes nas tarefas do dia a dia. É a chamada robótica de serviços, que promete levar robôs para dentro de casas, empresas, hospitais e até escolas. 
  Conviver com esses seres autônomos e com tendência a nos servir, contudo, traz novas questões. A que regras eles estarão sujeitos? O que poderão (ou não) fazer? Como fica o mercado de trabalho com a robotização de serviços que hoje ainda são feitos pelos humanos? São perguntas bem difíceis de responder, mas que fazem parte da próxima fronteira para a evolução da robótica.

(Adaptado de: LAFLOUFA, Jacqueline. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com. 30/05/2019) 
O texto apresenta os robôs como
  1. Acriações obtidas da combinação entre a criatividade própria da ficção e o caráter desbravador da ciência.
  2. Bconstruções cujo objetivo é substituir a inteligência humana em tarefas que exijam raciocínio sofisticado.
  3. Cseres cujo propósito de servir à humanidade se perdeu após o desenvolvimento da inteligência artificial.
  4. Dengenhocas capazes de mover-se autonomamente, mas incapazes de raciocinar ou de aprender.
  5. Emáquinas que surpreenderam ao desenvolver um comportamento de interação idêntico ao dos humanos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — criações obtidas da combinação entre a criatividade própria da ficção e o caráter desbravador da ciência.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

O texto apresenta os robôs como

Gabarito: letra A. O primeiro parágrafo afirma que "a combinação entre a imaginação dos escritores de ficção e a tendência a aceitar desafios dos cientistas costuma gerar revoluções nas nossas vidas. Assim também foi com o surgimento dos robôs." A alternativa A parafraseia essa ideia: "criações obtidas da combinação entre a criatividade própria da ficção e o caráter desbravador da ciência."

"A combinação entre a imaginação dos escritores de ficção e a tendência a aceitar desafios dos cientistas costuma gerar revoluções nas nossas vidas. Assim também foi com o surgimento dos robôs."

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa corresponde exatamente ao que o texto explicita: os robôs surgiram dessa junção entre ficção e ciência. Não há acréscimo ou contradição.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O texto não afirma que o objetivo dos robôs é "substituir a inteligência humana em tarefas que exijam raciocínio sofisticado". Pelo contrário, a IA é apresentada como um "cérebro" que dá ao robô "potencial de tomada de decisão, raciocínio, aprendizagem e reconhecimento de padrões", mas não há menção a substituição da inteligência humana. A alternativa extrapola ao impor um propósito não declarado no texto. (Erro: fora_do_escopo)

Alternativa C — ❌ Incorreta

O texto afirma que desde a primeira peça teatral o robô tinha "como principal tarefa servir à humanidade", e pergunta "Como fica o mercado de trabalho?", sugerindo que essa função de servir continua relevante. Em momento algum diz que esse propósito se perdeu com o desenvolvimento da IA. Pelo contrário, a robótica de serviços promete levar robôs para dentro de casas e empresas para servir. A alternativa contradiz o texto. (Erro: contradiz_texto)

Alternativa D — ❌ Incorreta

O texto explica que a IA equivale ao cérebro do robô, dando-lhe capacidade de "raciocínio, aprendizagem e reconhecimento de padrões". Portanto, robôs são sim capazes de raciocinar e aprender, ao menos potencialmente. A alternativa diz o oposto: "incapazes de raciocinar ou de aprender". (Erro: contradiz_texto)

Alternativa E — ❌ Incorreta

O texto menciona que robôs podem "interagir com os humanos para executar tarefas", mas não afirma que esse comportamento é "idêntico ao dos humanos". A palavra "idêntico" é um exagero não sustentado. O texto apenas descreve uma interação, sem comparar o grau de semelhança com o comportamento humano. (Erro: fora_do_escopo)

PEGA ESSA DICA!

Em questões de compreensão, desconfie de palavras absolutas como "idêntico", "substituir", "perdeu-se", "incapaz". Elas geralmente indicam extrapolação ou contradição com o texto.

Gabarito: letra A

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