Questão de História — História do Brasil — FCC 2019
História›História do Brasil
Código
fc055942
Banca
FCC
Órgão
SABESP
Ano
2019
Cargo
Programa de Aprendizagem de Assistente Administrativo
Considere o texto.A partir da década de 1870, começaram a surgir uma série de sintomas de crise do Segundo Reinado, dentre eles, o início do movimento republicano e os atritos do governo imperial com o Exército e a Igreja.(Adaptado de: FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2002, p. 217)Os atritos com o Exército e com a Igreja, aos quais se refere o autor, e que contribuíram para a proclamação da República no Brasil, estiveram relacionados, respectivamente,
Aà crescente influência do positivismo no Exército Brasileiro e à presença de maçons em cargos políticos importantes ligados ao Imperador, criticados pela Igreja Católica.
Bà derrota dos militares na Guerra do Paraguai e à separação entre Estado e Igreja desde a Constituição de 1824.
Cà insatisfação dos militares com a proposta de dissolução do Exército por parte da Nobreza e a proibição, por Dom Pedro II, de padres participarem da política.
Dà reivindicação por melhores salários e certos privilégios, por parte dos oficiais do Exército, e a contestação do poder e da autoridade religiosa do Papa em território nacional, pelo Imperador.
Eàs aspirações expansionistas defendidas pelo Exército, que contrariavam a política imperial, e o casamento do Imperador com uma herdeira dos Bourbon, de religião protestante.
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GabaritoA — à crescente influência do positivismo no Exército Brasileiro e à presença de maçons em cargos políticos importantes ligados ao Imperador, criticados pela Igreja Católica.
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Crise do Segundo Reinado e atritos com Exército e Igreja
Gabarito: letra A. Os atritos com o Exército decorreram da crescente influência do positivismo e do descontentamento militar pós-Guerra do Paraguai; com a Igreja, a "Questão Religiosa" envolveu a repressão a bispos que puniam maçons, sendo muitos políticos maçons ligados ao Imperador. As demais alternativas distorcem ou inventam fatos históricos.
A banca cobra conhecimento das causas da Proclamação da República (1889). Entre os fatores, destacam-se a Questão Militar (Exército insatisfeito com baixos salários e censura, aderindo ao republicanismo positivista) e a Questão Religiosa (conflito entre o Estado imperial padroado e a Igreja, que tentou aplicar sansões papais contra a maçonaria, resultando na prisão de bispos).
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O positivismo (lema "Ordem e Progresso") influenciou fortemente o Exército, especialmente após a Guerra do Paraguai, gerando apoio à República. A presença de maçons em cargos políticos (como o Visconde do Rio Branco) foi criticada pela Igreja, que tentou puni-los, levando ao conflito com o Imperador. A alternativa espelha corretamente esses dois eixos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o Exército foi derrotado na Guerra do Paraguai — na verdade, saiu vitorioso e fortalecido. Também alega separação entre Estado e Igreja desde 1824, mas a Constituição de 1824 estabelecia o padroado (união); a separação veio com a República (Decreto 119-A/1890).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Não houve proposta de dissolução do Exército pela Nobreza. A proibição de padres participarem da política não foi um atrito central; pelo contrário, padres atuavam no Parlamento Imperial.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Embora a reivindicação salarial existisse, o atrito principal foi a liberdade de expressão dos militares (Questão Militar). Quanto à Igreja, o Imperador não contestou a autoridade papal; ele afirmou o poder do Estado ao prender bispos que seguiram ordens papais contra a maçonaria, mas sem negar a autoridade religiosa do Papa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O Exército não tinha aspirações expansionistas; o casamento de Dom Pedro II com Teresa Cristina de Bourbon (católica) não gerou atrito com a Igreja — a união foi aceita.
NÃO CAIA NESSA!
A banca inverte fatos (vitória por derrota, padroado por separação) e insere elementos fantasiosos (dissolução do Exército, contestação papal). Lembre-se: o Exército era positivista e republicano; a Igreja estava em conflito com o Imperador por causa da maçonaria.