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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2019

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc056158
Banca
FCC
Órgão
SANASA Campinas
Ano
2019
Cargo
Agente Técnico de Hidromecânica - Torneiro Mecânico
O tom subjetivo combina-se com um nível de linguagem explicitamente informal na seguinte passagem:
  1. ATudo ali nos Jaguarés, no morro da Geada, sem água encanada, com luz só recente, sem televisão, sem aparelho de som e sem inflação. (4° parágrafo)
  2. BQue tinha esse nome a propósito: lá pelos altos do Jaguaré, quando fazia muito frio, no morro costumava gear. (2° parágrafo)
  3. CNenhum de nós sabia dizer a palavra solidariedade. Mas, na casa do tio Otacílio, criavam-se até filhos dos outros... (5° parágrafo)
  4. DAinda não fora substituída pela miséria nos morros pobres, como o da Geada. (2° parágrafo)
  5. EMas se o chá de carqueja me descia brabo pela goela, como me é difícil esquecer o gosto bom do leite quente na caneca esmaltada estirada [...] pelas mãos de minha avó Nair. (3° parágrafo)
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GabaritoE — Mas se o chá de carqueja me descia brabo pela goela, como me é difícil esquecer o gosto bom do leite quente na caneca esmaltada estirada [...] pelas mãos de minha avó Nair. (3° parágrafo)

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tom subjetivo e linguagem informal

Gabarito: letra E. A passagem da alternativa E combina tom subjetivo (recordação pessoal carregada de emoção) com linguagem explicitamente informal, perceptível em expressões como “descia brabo pela goela”, “brabo” (no lugar de ruim/amargo) e “goela” (em vez de garganta). Nenhuma outra alternativa reúne essas duas características de forma tão clara.

"Mas se o chá de carqueja me descia brabo pela goela, como me é difícil esquecer o gosto bom do leite quente na caneca esmaltada estirada [...] pelas mãos de minha avó Nair."

Alternativa A — ❌ Incorreta

A enumeração de carências (“sem água encanada, com luz só recente, sem televisão…”) é predominantemente objetiva e descritiva. Não há marcas de subjetividade (emoção, pessoalidade) nem vocabulário informal acentuado.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A explicação da origem do nome Geada (“lá pelos altos do Jaguaré, quando fazia muito frio, no morro costumava gear”) tem leve informalidade (“lá pelos altos”), mas o tom é informativo e não subjetivo — não expressa sentimento ou lembrança pessoal do autor.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Embora haja subjetividade implícita na recordação da solidariedade, a linguagem é padrão (“Nenhum de nós sabia dizer a palavra solidariedade”). Falta o elemento de informalidade explícita exigido pelo comando.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O registro é mais formal: “Ainda não fora substituída pela miséria” (pretérito mais-que-perfeito). Não há coloquialismos nem tom subjetivo evidente.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A passagem é fortemente subjetiva: o autor relembra com nostalgia o chá amargo e o leite oferecido pela avó. A informalidade salta aos olhos em “descia brabo” (coloquialismo) e “goela” (termo popular). Assim, atende perfeitamente ao critério de tom subjetivo combinado com linguagem explicitamente informal.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar linguagem informal, procure palavras de uso cotidiano, contrações, gírias ou construções típicas da fala. No texto, termos como “brabo”, “goela”, “tocávamos a pé” e “a gente” são indicadores. O tom subjetivo é marcado por verbos em primeira pessoa, adjetivos valorativos e referências emocionais a pessoas e situações.

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