A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, revela que as carências seguem praticamente inalteradas ao longo dos últimos anos. De acordo com os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), mais de 90% das casas brasileiras têm um banheiro de uso exclusivo, mas um terço delas (33,7%) não têm escoamento do esgoto por rede geral ou mesmo fossa – um porcentual que permanece estável desde 2016.(Disponível em: https://bit.ly/2QDC711. Acesso em 28.05.2019. Adaptado)O número, no entanto, é muito mais alto nas seguintes regiões:
ANorte e Nordeste.
BNorte e Centro-Oeste.
CCentro-Oeste e Nordeste.
DCentro-Oeste e Sul.
ESul e Sudeste.
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GabaritoA — Norte e Nordeste.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Saneamento básico e desigualdade regional no Brasil
Gabarito: letra A. A falta de esgotamento sanitário adequado — sem ligação à rede geral ou sem fossa séptica — é muito mais acentuada nas regiões Norte e Nordeste, que historicamente concentram os piores indicadores de infraestrutura básica do país, conforme os dados da PNAD Contínua do IBGE citados no enunciado.
O saneamento básico é um direito social previsto na Constituição Federal (art. 6º) e regulamentado pela Lei 11.445/2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o setor. A questão explora um dado de atualidades sobre a realidade socioespacial brasileira: embora mais de 90% dos domicílios tenham banheiro de uso exclusivo, cerca de um terço (33,7%) não possui escoamento adequado do esgoto — percentual estável desde 2016. A pergunta é: em quais regiões esse problema é ainda mais grave?
A resposta exige conhecimento da distribuição regional da infraestrutura de saneamento. As regiões Norte e Nordeste apresentam os maiores déficits, reflexo de fatores históricos, econômicos e de investimento público insuficiente. Enquanto o Sul e o Sudeste têm cobertura de esgotamento sanitário bem mais ampla, o Norte — com sua vasta extensão territorial, baixa densidade demográfica e dificuldades logísticas — e o Nordeste — com altos índices de pobreza e desigualdade — concentram os piores indicadores. O Centro-Oeste, embora tenha problemas pontuais, não se compara à gravidade das duas primeiras regiões.
A banca explora a associação direta entre carência de saneamento e as regiões mais pobres do país, mas é preciso cuidado: a pergunta não é sobre a região com maior população, mas sobre a maior carência relativa de infraestrutura — e aí Norte e Nordeste se destacam negativamente.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa aponta exatamente as regiões Norte e Nordeste, que concentram os piores índices de esgotamento sanitário do Brasil. Segundo os dados do IBGE citados no enunciado, mais de 90% das casas têm banheiro de uso exclusivo, mas um terço não tem escoamento adequado — e esse percentual é muito mais alto nessas duas regiões. A carência histórica de investimentos em infraestrutura básica, somada a fatores como extensão territorial, baixa densidade demográfica e desigualdade social, explica o quadro.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa troca o Nordeste pelo Centro-Oeste. Embora o Centro-Oeste também enfrente problemas de saneamento, especialmente em áreas rurais e comunidades tradicionais, seus indicadores são melhores que os do Nordeste. A região Norte, por sua vez, está corretamente incluída, mas a combinação com o Centro-Oeste não reflete a realidade dos piores índices, que pertencem ao Norte e ao Nordeste.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa combina Centro-Oeste e Nordeste. O Nordeste está corretamente incluído, mas o Centro-Oeste não figura entre as regiões com os piores indicadores de esgotamento sanitário. A região Centro-Oeste, embora tenha problemas pontuais, apresenta cobertura de saneamento superior à do Norte e do Nordeste, não se enquadrando na afirmação de que o número é "muito mais alto" nessas regiões.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa aponta Centro-Oeste e Sul, duas regiões que não estão entre as mais carentes em esgotamento sanitário. O Sul, ao contrário, é uma das regiões com melhor infraestrutura de saneamento do país, com altos índices de coleta e tratamento de esgoto. O Centro-Oeste, embora tenha desafios, não se compara à gravidade do Norte e do Nordeste.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa indica Sul e Sudeste, exatamente as regiões com os melhores indicadores de saneamento básico do Brasil. Essas regiões concentram os maiores investimentos em infraestrutura e apresentam os menores déficits de esgotamento sanitário, sendo o oposto do que a questão pede. A banca usa essas regiões como distratores justamente por serem as mais desenvolvidas nesse aspecto.
NÃO CAIA NESSA!
A banca inverte a lógica: em vez de perguntar onde o saneamento é melhor (Sul e Sudeste), pergunta onde é pior. O candidato que associa "desenvolvimento" a "saneamento" pode marcar a alternativa E, mas a questão cobra exatamente o oposto — as regiões mais carentes, que são Norte e Nordeste. Fique atento ao comando: "o número é muito mais alto" indica carência, não qualidade.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de atualidades sobre saneamento, lembre-se do mapa da desigualdade: Norte e Nordeste sempre aparecem com os piores indicadores de infraestrutura básica (esgoto, água tratada, coleta de lixo), enquanto Sul e Sudeste lideram. Essa dicotomia é um padrão recorrente em provas de concursos.