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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2019

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc057041
Banca
FCC
Órgão
SPPREV
Ano
2019
Cargo
Analista em Gestão Previdenciária
Ao afirmar que um escritor deve desconfiar da observação direta, o cronista e poeta Mário Quintana mostra-se convicto de que
  1. Ao discurso da ficção e a linguagem da reportagem podem influenciar-se reciprocamente, para ganho de ambas.
  2. Ba linguagem da imaginação e a da invenção de um escritor não se confundem com a de uma simples reportagem.
  3. Cum romancista não pode nem deve confiar em seus olhos ou em suas experiências mais pessoais.
  4. Dum romancista pode conseguir expressar, melhor do que um poeta, sua análise da realidade que fotografa.
  5. Ea desconfiança quanto ao poder expressivo das palavras estimula um escritor a produzir com qualidade crescente.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — a linguagem da imaginação e a da invenção de um escritor não se confundem com a de uma simples reportagem.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Desconfiar da observação direta – Mário Quintana

Gabarito: letra B. O texto defende que o escritor deve evitar a observação direta, pois isso resulta em mera reportagem. A alternativa B é a única que capta a convicção do autor: a linguagem da imaginação e da invenção não se confunde com a de uma simples reportagem.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O texto não sugere influência recíproca entre ficção e reportagem; na verdade, condena a observação direta por gerar apenas reportagens.

"Um romancista de lápis em punho no meio da vida – esse acaba fazendo apenas reportagens."

Portanto, a alternativa extrapola (fora do escopo).

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O autor afirma que a memória escolhe e recria, e o poeta inventa, chegando mais perto da verdadeira realidade. Isso implica que a linguagem da invenção é diferente da reportagem, que se limita ao registro imediato.

"Porque a memória escolhe, recria. [...] o poeta nunca se lembra, propriamente; inventa. E por isso é que ele fica muito mais perto da verdadeira realidade."

A alternativa parafraseia corretamente essa distinção.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A expressão "desconfiar da observação direta" é relativa, não absoluta. O texto não diz que o romancista não pode nunca confiar nos olhos ou nas experiências pessoais, mas que deve evitar a observação imediata. A alternativa generaliza indevidamente (generalização indevida).

Alternativa D — ❌ Incorreta

O texto contraria essa afirmação: diz que o poeta fica "muito mais perto da verdadeira realidade" que o romancista que se limita à reportagem. Logo, a alternativa contradiz o texto.

"Quanto ao poeta, este nunca se lembra, propriamente; inventa. E por isso é que ele fica muito mais perto da verdadeira realidade."

Alternativa E — ❌ Incorreta

O texto não aborda o "poder expressivo das palavras" nem estimula a qualidade pela desconfiança. O foco é a diferença entre observação direta (reportagem) e criação mediada pela memória/invenção. A alternativa está fora do escopo do texto.

Conclusão: A única alternativa que se sustenta inteiramente no texto é a B, que expressa a convicção do autor de que a linguagem da imaginação/invenção não se confunde com a da reportagem.

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